Os distribuidores foram responsáveis por cerca de 55% das unidades comercializadas em farmácias e drogarias de todo o país no acumulado de 12 meses até junho. As vendas diretas das indústrias aos estabelecimentos representaram os 45% restantes, segundo dados da Abafarma, obtidos a partir de levantamento da IQVIA.
No mesmo período, encerrado em junho, o varejo farmacêutico movimentou R$ 258,3 bilhões, alta de 10,7% em relação aos 12 meses anteriores. O volume chegou a 8,6 bilhões de unidades, crescimento de 3,7%.
A distribuição somou R$ 136,4 bilhões em vendas no acumulado de 12 meses. As 14 empresas associadas à Abafarma responderam por R$ 84,8 bilhões, equivalente a 62,1% desse mercado.
Diferenças regionais
O Nordeste apresentou a maior expansão entre as regiões nas vendas dos distribuidores, com crescimento de 7,6% nos 12 meses encerrados em junho. Na sequência vieram Norte, com 7%; Sudeste, com 6,8%; Sul, com 6,7%; e Centro-Oeste, com 4,4%.
Em participação no valor total distribuído, o Sudeste liderou, com 44,6%. O Nordeste representou 22,1%; o Sul, 15,7%; o Centro-Oeste, 11%; e o Norte, 6,6%.
Entre janeiro e junho, o mercado de distribuição alcançou R$ 68,8 bilhões, aumento de 6,6%. As associadas da Abafarma movimentaram R$ 42,7 bilhões, com expansão de 10%.
No varejo farmacêutico, o faturamento do primeiro semestre foi de R$ 130,2 bilhões, avanço de 10,1% ante o mesmo intervalo de 2025. Foram comercializadas 4,3 bilhões de unidades, alta de 3,2%.
Oscar Yazbek, presidente da Abafarma, afirmou que os dados mostram a relevância da distribuição para o acesso à saúde no país. As empresas associadas atendem 85.352 pontos de dispensação, entre farmácias e drogarias.
No mercado de distribuição, as associadas responderam por 36,8% das vendas de medicamentos genéricos isentos de prescrição, 45,3% dos genéricos de prescrição médica e 77,8% dos medicamentos de marca isentos de prescrição.








