São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Sangramento nasal recorrente pode exigir avaliação médica

Casos persistentes, intensos ou acompanhados de outros sinais devem ser investigados por um médico.

Sangramento nasal recorrente pode exigir avaliação médica
Foto: Agência Einstein/Reprodução

O sangramento nasal, chamado de epistaxe, costuma ser causado por situações como ressecamento da mucosa, resfriados, rinite, sinusite e pequenos traumas. Na maioria das vezes, o episódio é isolado e para espontaneamente. Quando é recorrente, muito intenso ou não cessa após alguns minutos, porém, pode ser necessário procurar atendimento médico.

Como agir durante o sangramento

A orientação é sentar-se e inclinar levemente a cabeça para a frente. De acordo com Luciano Gregório, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, manter a cabeça para trás não controla o sangramento e pode fazer o sangue escorrer para a garganta.

Depois, a parte mole do nariz deve ser comprimida com os dedos, como uma pinça, por cerca de 3 a 5 minutos. Pedro Wey, otorrinolaringologista do Einstein Hospital Israelita, também recomenda algodão nas narinas, que pode ser combinado a uma substância constritora nasal, além de compressa fria sobre o nariz. Assoar o nariz com força nas horas seguintes deve ser evitado.

Manter a mucosa nasal e o ambiente umidificados pode ajudar a prevenir novos episódios, especialmente em períodos de clima seco.

Quando buscar atendimento

É indicado procurar um médico se o sangramento não parar após 15 a 30 minutos de compressão. A avaliação também é recomendada quando os episódios se repetem, são muito intensos ou vêm acompanhados de manchas roxas pelo corpo, sangramentos em outras regiões, obstrução nasal ou histórico familiar de distúrbios de coagulação.

Crianças entre 2 e 10 anos estão entre as mais propensas à epistaxe. Nessa faixa etária, a mucosa nasal é mais fina e sensível, e o hábito de colocar o dedo no nariz pode causar lesões e romper vasos sanguíneos. Idosos também têm maior risco, em parte pela fragilidade dos vasos e pelo uso frequente de anticoagulantes e anti-inflamatórios.

Clima frio e seco, assoar o nariz com força, traumas locais, uso prolongado de descongestionantes nasais em spray e mudanças de pressão atmosférica, como durante mergulhos ou viagens para locais com altitude muito diferente, também podem favorecer o quadro.

Tipos de epistaxe e investigação

Na consulta, o otorrinolaringologista pode verificar se o sangramento é anterior ou posterior. A epistaxe anterior ocorre na parte da frente do nariz, onde há muitos vasos frágeis, e representa cerca de 90% dos casos, segundo Pedro Wey. Em geral, é mais simples de controlar. Quando necessário, podem ser feitas cauterização química, uso de pomadas ou géis para hidratar a mucosa e tratamentos para rinite, sinusite e ressecamento nasal.

A epistaxe posterior ocorre em uma região mais profunda e tende a ser mais grave. Pode provocar perda significativa de sangue e exigir atendimento de emergência. Segundo Luciano Gregório, nesses casos pode ser necessário realizar cirurgia para identificar o ponto do sangramento e fazer a ligadura da artéria, a cauterização elétrica do vaso ou ambos.

Episódios repetidos também devem ser investigados mesmo quando não configuram uma emergência. Eles podem estar relacionados a rinite alérgica, sinusite crônica não tratada, desvio de septo, hipertensão arterial não controlada e distúrbios de coagulação. Em situações menos frequentes, a repetição pode estar associada a tumores nasais ou dos seios da face.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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