São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Empresa croata recicla solventes perigosos e os devolve à produção

A Premifab afirma recuperar cerca de três milhões de quilogramas de solventes por ano, sem gerar resíduos perigosos no processo.

Empresa croata recicla solventes perigosos e os devolve à produção

IVANIĆ-GRAD — Uma unidade da empresa croata Premifab Ltd recicla etanol, benzeno, acetona e diluentes contaminados usados por indústrias de embalagens alimentares, farmacêuticas, automotivas e de tintas. O processo usa destilação para separar as impurezas e devolver os solventes limpos às mesmas linhas de produção.

A empresa afirma recuperar cerca de três milhões de quilogramas de solventes usados por ano, o equivalente a uma taxa de reciclagem de 90% do material recebido dos clientes. A operação foi financiada em parte pela União Europeia e enfrenta a concorrência de grandes empresas da Alemanha, França, Espanha e Itália.

Como funciona a reciclagem

Antes do tratamento, amostras são analisadas no laboratório para verificar se os solventes podem ser recuperados com segurança e eficiência. A equipe considera parâmetros como temperatura, pressão e balanço energético. Segundo Silvija Petković, diretora de controle de qualidade e responsável pelo laboratório, materiais cujo rendimento seja baixo ou que gerem resíduos sem destinação são descartados do processo.

A destilação separa o solvente das impurezas. A lama resultante é usada na produção de energia para alimentar a própria unidade. Depois, o material é queimado em um forno rotativo e transformado em cinza, que pode ser empregada como material de construção.

Os solventes recuperados passam por uma nova verificação antes de serem enviados aos clientes. Amostras fora dos parâmetros recebem filtragem adicional. As aprovadas são lacradas, colocadas em contêineres especiais e transportadas por motoristas treinados para cargas líquidas e explosivas.

Reutilização na indústria

Uma das empresas que recebem o material é a Rotoplast, fabricante de embalagens e rótulos para os setores alimentar, energético e de produtos para animais de estimação. A companhia usa os solventes para dissolver tintas durante a impressão e informa que a parceria permite reduzir custos de produção ao recuperar os próprios resíduos.

Fundada em 1975, a Rotoplast emprega atualmente 260 pessoas. Seu diretor executivo, Blaženko Marić, afirma que cerca de 80% dos materiais podem ser reutilizados dessa forma e que a empresa pretende eliminar os materiais não recicláveis.

A Premifab iniciou suas atividades em dezembro de 2014. De acordo com Igor Podravac, diretor de desenvolvimento de negócio, o volume de negócios da empresa cresceu cerca de 20 a 25% por ano desde então. A companhia também afirma que, em comparação com a produção primária, os solventes recuperados geram até dez vezes menos emissões de CO2.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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