São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Anúncios em redes sociais levam bielorrussos a contratos militares com a Rússia

Ofertas prometem pagamentos, benefícios e cidadania russa, mas podem resultar em envio à frente de combate e punições na Bielorrússia.

Anúncios em redes sociais levam bielorrussos a contratos militares com a Rússia

Anúncios espalhados por canais do Telegram, grupos do Viber e páginas locais oferecem pagamentos e benefícios a cidadãos da Bielorrússia que assinem contratos com as Forças Armadas da Rússia. As mensagens também prometem ajuda com créditos, anulação de condenações e obtenção de cidadania russa.

A organização de direitos humanos Belpol identificou publicações que usam números de telefone bielorrussos para transmitir confiança. Em uma delas, divulgada pela conta OSB Belpol na rede X, o contrato oferece pagamento único de 4,35 milhões de rublos e emissão rápida de um passaporte russo.

Como os contratos são apresentados

Os recrutadores anunciam salários elevados, alojamento, alimentação, pensão militar e seguro de vida. Algumas ofertas mencionam a possibilidade de resolver problemas com a lei. Também afirmam que o serviço é legal e que se trata de uma atuação no Exército do Estado da União, não de mercenarismo.

A legislação bielorrussa, porém, prevê punições para a participação em conflito armado no exterior. O Código Penal da Bielorrússia estabelece pena de até 7 anos de prisão para o crime de mercenarismo. O recrutamento e o uso de mercenários podem levar a penas de até 15 anos.

Os anúncios alcançam principalmente homens de pequenas cidades e aldeias, pessoas de baixa renda, endividadas ou com problemas com a Justiça. Muitos buscam dinheiro rápido e não compreendem que podem ser enviados para áreas perigosas da frente. Organizações de direitos humanos afirmam que estrangeiros contratados são frequentemente colocados em unidades de assalto.

Do contato ao envio para a frente

O processo começa quando a pessoa responde a uma oferta nas redes sociais. Depois, o recrutador explica os pagamentos e benefícios, providencia a documentação e orienta a viagem para a Rússia, geralmente por Smolensk ou Pskov. No destino, o candidato assina o contrato e passa a integrar as Forças Armadas russas.

A partir desse momento, as consequências podem incluir morte, responsabilização penal na Bielorrússia, perda da cidadania e restrições de direitos. A rede de recrutamento é descrita como uma campanha sistemática voltada a pessoas socialmente vulneráveis.

Pressão política e reação interna

Moradores da Bielorrússia relatam recebimento em massa de mensagens e procuram o Ministério do Interior, mas quase não há resposta. O regime de Lukashenko não reconhece oficialmente o recrutamento nem adota medidas para impedi-lo.

A dependência de Minsk em relação aos subsídios russos dificulta uma reação aberta contra o Kremlin. Ao mesmo tempo, o aumento das medidas de mobilização no país amplia a pressão sobre homens em idade de prestar serviço militar.

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) alerta que a interpretação de que cidadãos da Bielorrússia e da Rússia têm direitos e obrigações iguais no Estado da União pode ser usada para aumentar a pressão sobre os bielorrussos e justificar tentativas de mobilização. A campanha integra a estratégia russa de ampliar os recursos humanos disponíveis para a guerra contra a Ucrânia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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