São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Tecnologia e rede do SUS ampliam opções para reabilitação visual

Levantamento do CBO identifica 95 centros especializados no país e aponta recursos de inteligência artificial para ampliar a autonomia.

Tecnologia e rede do SUS ampliam opções para reabilitação visual

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) identificou 95 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) destinados a pessoas com baixa visão ou cegueira. As unidades integram o Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecem atendimento gratuito para quem perdeu a visão de forma parcial ou total.

O mapeamento foi conduzido pela oftalmologista Karina Eiko Yamashita. Os centros estão distribuídos por todas as regiões do país: 39 ficam no Sudeste, 31 no Nordeste, 12 no Norte, 9 no Sul e 4 no Centro-Oeste.

Acesso aos serviços

Apesar da oferta pelo SUS, o CBO afirma que os CERs ainda são pouco conhecidos pela população e também por profissionais de saúde. A entidade destaca que o atendimento depende da articulação entre os diferentes níveis de atenção, do posto de saúde ao centro de alta complexidade.

Para o conselho, o levantamento pode orientar pacientes e profissionais na busca por atendimento especializado. “A publicação funciona como uma bússola para pacientes e profissionais de saúde em busca de atendimento especializado”, avaliou a entidade.

Recursos de inteligência artificial

O CBO também aponta o uso de inteligência artificial (IA) como apoio à reabilitação visual. Bengalas inteligentes podem detectar obstáculos e orientar a locomoção por comandos de voz. Sistemas de audiodescrição analisam imagens e textos para descrever ambientes e auxiliar usuários em tarefas do dia a dia.

A entidade ressalta que o acompanhamento oftalmológico continua necessário. Cabe ao profissional avaliar a funcionalidade visual, orientar o uso das tecnologias assistivas e considerar a evolução e o prognóstico de cada condição ocular.

O conselho também chama atenção para riscos éticos. Sistemas de audiodescrição dependem de bases de dados que podem reproduzir vieses, o que exige cuidado adicional quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade. Para o CBO, ampliar o acesso aos CERs e acompanhar o desenvolvimento das tecnologias deve fazer parte da reabilitação, que não deve se restringir ao diagnóstico, mas também orientar o paciente sobre onde buscar apoio.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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