São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Embaixador diz que Brasil pode retaliar embargo europeu à carne

Pedro Miguel da Costa e Silva afirmou que auditorias sobre produtos brasileiros são desnecessárias e deixou contramedidas em aberto.

Embaixador diz que Brasil pode retaliar embargo europeu à carne

O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que Brasília pode adotar contramedidas caso o bloco mantenha a proibição de importar carne brasileira. Segundo ele, o país continuará negociando com a Comissão Europeia, mas considera todas as possibilidades abertas se as compras não forem retomadas.

A restrição entrou em vigor esta semana, depois que o Brasil deixou a lista de países considerados aptos a cumprir as regras europeias de segurança alimentar. A medida está relacionada ao uso de antibióticos para estimular o crescimento de animais.

Da Costa e Silva contestou a necessidade de uma inspeção europeia sobre os produtos brasileiros. “Não havia necessidade de auditoria, nem para carne de aves, nem para mel, nem para carne bovina”, afirmou. O embaixador disse também que o Brasil forneceu garantias suficientes.

A auditoria da União Europeia sobre a carne de aves e o mel brasileiros está em andamento. A Comissão Europeia, porém, afirma que Brasília não apresentou garantias que permitam auditar a carne bovina.

O governo brasileiro reagiu à proibição e ameaçou adotar medidas de resposta. O embaixador declarou que o país pode ser criativo nas contramedidas, embora as discussões com a Comissão Europeia devam continuar.

A Comissão rejeitou a acusação de que o Brasil recebeu tratamento desigual. Olof Gill, porta-voz principal adjunto do órgão, afirmou: “A nossa abordagem é não discriminatória e demos aos nossos parceiros tempo suficiente e toda a informação necessária para se adaptarem.”

A disputa ocorre depois da entrada provisória em vigor, em maio, do acordo de comércio livre entre a União Europeia e os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Agricultores europeus se opõem ao acordo por temerem a entrada de produtos latino-americanos que não atendam às normas fitossanitárias e de segurança alimentar do bloco.

A União Europeia criou novas regras para combater a resistência aos antimicrobianos em 2018. Elas passaram a valer para produtores europeus desde 2022 e, desde quinta-feira, também para importadores de países de fora do bloco.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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