Larissa Brito dos Santos, de 25 anos, foi encontrada morta dentro do carro do ex-companheiro, Mathieu, de 29 anos, em Brignoles, no sudeste da França. O veículo foi abordado durante uma fiscalização na rodovia A8, e o homem foi detido.
Na quarta-feira (23), Mathieu foi formalmente indiciado por homicídio cometido pelo ex-cônjuge e colocado em prisão preventiva. Ele nega as acusações. A investigação francesa apura a cronologia dos acontecimentos, a causa da morte e uma eventual responsabilidade criminal do ex-companheiro.
Investigação
O corpo estava escondido sob sacos plásticos. Os primeiros exames indicaram lesões traumáticas e ferimentos provocados por arma branca. O procurador da República de Nice, Damien Martinelli, afirmou que os primeiros elementos reunidos apontam que a morte pode ter ocorrido em Nice, antes de o carro deixar a cidade.
Larissa era natural de São Paulo e vivia na França havia cerca de três anos. Ela trabalhava como modelo e, aos 22 anos, mudou-se para o país após receber uma proposta de trabalho. A jovem cresceu no Jardim Rincão, na zona noroeste da capital paulista, e morava na região da Côte d’Azur.
A brasileira conheceu Mathieu na França, e os dois mantiveram um relacionamento por aproximadamente cinco meses. Depois da separação, Larissa iniciou outro relacionamento e vivia com o atual companheiro em Cannes.
A mãe de Larissa, Liliane Brito Nogueira, disse que Mathieu era violento, não aceitava o fim da relação e teria perseguido a filha. “Ele era violento com ela, e ela não queria continuar”, afirmou. Segundo Liliane, o homem também teria descoberto onde Larissa morava, roubado pertences dela e voltado a procurá-la para fazer as pazes.
Na noite de domingo (20), Larissa enviou uma última mensagem à mãe e informou que Mathieu estava em sua residência. Na manhã seguinte, deixou de responder. Liliane acionou autoridades brasileiras e tentou falar com o ex-companheiro, mas teria sido bloqueada.
O atual namorado foi ao apartamento e encontrou sinais de desaparecimento, além da ausência de alguns pertences. Um amigo também procurou a polícia após constatar o sumiço. De acordo com as informações reunidas na investigação, ele teria visto um homem deixar o imóvel com objetos de Larissa, que apresentava sinais de limpeza recente.
O corpo deverá passar por autópsia para determinar a causa e as circunstâncias exatas da morte. O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Marselha acompanha o caso, mantém contato com as autoridades francesas e presta assistência consular à família.
Parentes de Larissa iniciaram uma campanha de arrecadação para custear o traslado do corpo ao Brasil. A mãe afirmou não ter condições financeiras de pagar sozinha pela despesa.







