São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Defensoria vai apurar denúncias de famílias de PMs detidos em Manaus

Familiares pediram a transferência dos policiais e relataram ameaças, agressões, problemas com comida e falta de medicamentos à Defensoria do Amazonas.

Defensoria vai apurar denúncias de famílias de PMs detidos em Manaus
Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) vai solicitar informações ao Comando da Polícia Militar do Amazonas e à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária sobre as condições dos policiais militares presos na Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM), instalada dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

A iniciativa foi anunciada depois que esposas e pais dos detentos procuraram o órgão na sexta-feira (4). As famílias pediram que os policiais sejam levados para outro local e disseram que a proximidade com presos comuns aumenta o temor de novos conflitos.

Entre as denúncias estão ameaças escritas em roupas devolvidas pela lavanderia, supostas agressões depois do motim e dificuldades no fornecimento de alimentação e remédios. Os relatos ainda deverão ser apurados pelos órgãos competentes.

Uma familiar afirmou que mensagens encontradas nas roupas advertiam que os policiais militares seriam mortos até o fim do ano. O pai de outro detento disse que as famílias estão preocupadas e querem a saída dos militares do complexo.

O coordenador da área criminal da DPE-AM, Diêgo Castro, e o defensor titular da Auditoria Militar, Maurilio Casas Maia, receberam os depoimentos. A Defensoria informou que as informações poderão fundamentar uma representação à Justiça Militar e ofícios a órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema prisional.

“Estamos todos muito preocupados”, disse o pai de um dos policiais, conforme o relato apresentado à Defensoria.

O motim ocorreu na terça-feira (1º), quando policiais militares presos fizeram quatro agentes da guarda reféns, incluindo um major e três soldados. A crise terminou na madrugada de quarta-feira (2), após a entrada de equipes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). As forças de segurança informaram que ninguém ficou ferido.

Durante as negociações, a DPE-AM, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) acompanharam o caso. Familiares disseram que, depois do encerramento da crise, os detentos teriam sofrido agressões e sido atingidos por balas de borracha. Também relataram que um deles estava com o pé machucado e ainda não havia feito exame de corpo de delito.

Mudança de unidade

Os policiais estavam no Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus, antes de serem transferidos, em maio deste ano, para o antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Compaj. A mudança ocorreu cerca de três meses após a fuga de 23 policiais militares do antigo núcleo.

A remoção foi coordenada pelo Ministério Público do Amazonas, pela Polícia Militar e pela Seap. Segundo as autoridades, a nova estrutura era considerada mais segura. A Defensoria informou que pretende examinar os estudos e documentos usados para justificar a transferência.

Diêgo Castro afirmou que o órgão quer verificar se houve avaliação técnica sobre a segurança do local e se a proximidade com presos comuns foi considerada. A Defensoria também informou que as medidas buscam garantir os direitos dos policiais custodiados e esclarecer as denúncias.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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