MIRAFLORES, COLÔMBIA — O governo colombiano confirmou a morte de “Tigre”, apontado como comandante do Frente Carolina Ramírez, durante a Operação Azarías, realizada em Miraflores, no departamento de Guaviare. A estrutura é vinculada às dissidências comandadas por Iván Mordisco.
O balanço divulgado pela Presidência chegou a 23 mortos e seis capturados. Também foram apreendidos 28 fuzis, quatro metralhadoras, três pistolas, explosivos e outros materiais de guerra. Entre os presos está um homem conhecido como “Víctor”, identificado pelas autoridades como o terceiro na hierarquia do grupo.
A operação ainda resultou no resgate de uma criança, encaminhada ao Instituto Colombiano de Bienestar Familiar. O governo informou que duas pessoas recuperadas na ação afirmavam ser menores de idade.
Mudança no balanço
O primeiro comunicado da Presidência, divulgado em 31 de agosto, registrava oito mortos e três capturados. Na ocasião, as tropas continuavam atuando na região de Lagos del Dorado, em Miraflores, e o destino de “Tigre”, também chamado de “Pintado”, ainda não havia sido confirmado.
Dois dias depois, o governo atualizou os números para 23 mortos e seis presos e confirmou a morte do integrante apontado como líder do Frente Carolina Ramírez. Segundo as autoridades, ele respondia diretamente à estrutura de Iván Mordisco e atuava em áreas de Guaviare, Amazonas, Putumayo e Caquetá.
O governo acusa o grupo de envolvimento com narcotráfico, ataques contra integrantes do Exército e da Marinha e recrutamento de menores. As responsabilidades individuais ainda dependem das investigações posteriores à operação.
A apresentação do resultado incluiu o presidente Abelardo De La Espriella caminhando diante de fileiras de sacos mortuários brancos, que, conforme as autoridades, continham corpos de integrantes do grupo atingido. A cena ocorreu em um país marcado por décadas de conflito armado e pela memória dos chamados “falsos positivos”, em que civis foram mortos e apresentados ilegalmente como combatentes.
De La Espriella classificou a ação como o golpe mais decisivo da Força Pública colombiana nos últimos 12 anos. Ele afirmou ter ordenado a retomada de áreas sob influência de organizações armadas e disse que, para esses grupos, restariam “rendição total ou morte em combate”.







