São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Fiji amplia resposta após diagnósticos de HIV crescerem 16 vezes desde 2019

O país declarou emergência nacional após registrar 2 016 novos diagnósticos de HIV em 2025.

Fiji amplia resposta após diagnósticos de HIV crescerem 16 vezes desde 2019

O governo de Fiji declarou emergência nacional de HIV após o país registrar 2 016 novos diagnósticos em 2025, número 16 vezes maior que o de 2019. As autoridades associam a expansão principalmente à transmissão sexual e ao consumo de drogas injetáveis.

A estimativa é que o vírus atinja um em cada 60 adultos no país, ante um em cada 167 há cinco anos. Entre os casos cujo modo de transmissão foi identificado, mais da metade estava ligada à transmissão sexual, enquanto mais de 42% tinha relação com o uso de drogas injetáveis, informou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida (ONUSIDA).

O ministro da Saúde, Atonio Lalabalavu, afirmou que a declaração reconhece a gravidade da epidemia e exige uma resposta coordenada. O governo anunciou a ampliação do acesso gratuito a testes, medidas de prevenção e tratamento. Entre as ações previstas estão testes rápidos, medicamentos preventivos para pessoas sob maior risco e medidas de redução de danos para quem injeta drogas.

A situação também afeta gestantes e recém-nascidos. Duas em cada 100 mulheres grávidas carregam o vírus. Em 2025, 59 bebês nasceram com HIV, e 18 morreram antes de completar o primeiro aniversário. A transmissão pode ocorrer durante a gravidez, o parto, o trabalho de parto ou a amamentação.

Apoio internacional e prevenção

Fiji informou que recebe apoio da Austrália, da Nova Zelândia, da Índia, do Fundo Global e das Nações Unidas. Winnie Byanyima, diretora executiva do ONUSIDA, disse que o país está reforçando a resposta e que a situação mostra que a aids ainda não foi eliminada.

A agência da ONU apoiou os planos para criar uma legislação que permita um programa de troca de agulhas e seringas. Eamonn Murphy, diretor regional do ONUSIDA para regiões que incluem a Ásia e o Pacífico, afirmou que ainda há possibilidade de mudar a trajetória da epidemia e classificou a declaração como um chamado à ação, não ao medo.

O ONUSIDA também destacou que o HIV não é transmitido pelo contato cotidiano. Pessoas em tratamento eficaz, com carga viral indetectável, não transmitem o vírus por via sexual.

A crise ocorre em um país apontado como centro regional do tráfico de drogas. Ilhas do Pacífico, incluindo Fiji, são usadas como rotas de trânsito para drogas vindas da América Latina e da Ásia com destino à Austrália e à Nova Zelândia. Segundo a Global Initiative Against Transnational Organized Crime, o fluxo de metanfetamina e cocaína aumentou após a queda registrada durante a pandemia de COVID-19.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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