São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Livro acompanha menina de circo que foge da ditadura romena

Obra de Aglaja Veteranyi narra, por fragmentos, a infância de uma filha de artistas circenses em fuga com a família.

Livro acompanha menina de circo que foge da ditadura romena

Por que a criança cozinha na polenta, de Aglaja Veteranyi, conta a história de uma menina filha de um casal de artistas de circo que foge da ditadura romena. A narrativa é construída por fragmentos de um discurso infantil, que combina lembranças do nascimento, cenas familiares e percepções sobre o mundo ao redor.

Antes de nascer, a menina se imagina como equilibrista enquanto está no ventre da mãe, que se apresenta na corda-bamba. O nascimento é descrito com elementos de estranhamento: a mãe desenha sobrancelhas no rosto da filha, a tia verifica seus dedos e a parteira prende suas pernas arqueadas com uma faixa. O pai não está presente nesse momento.

A menina recebe o nome da parteira, por ela vir de um país estrangeiro, e ganha da tia um segundo nome associado a uma estrela do cinema. A família vive entre espetáculos, trailers e hotéis. Enquanto espera a noite para comer canja de galinha depois da apresentação, a criança observa a mãe, que se pendura pelos cabelos e pode se passar por irmã diante dos homens.

A relação entre mãe e filha é marcada por proximidade, desconfiança e conflitos. A menina percebe mudanças no comportamento da mãe e se recusa a dividir a cama com ela no hotel quando sente que ela se tornou uma mulher desconhecida. Também questiona a identidade do pai, depois de ouvir da mãe que ele seria um bandido e que talvez nem fosse seu pai.

O país de origem aparece, na visão da criança, como um lugar em que as pessoas não podem pensar livremente. Ela fala de espiões, passagens secretas e do risco de ser enviada para a Sibéria por falar alto. Ao mesmo tempo, teme os estrangeiros e aprende com a mãe a não confiar em ninguém. Por isso, não pode sair sozinha do trailer nem brincar com outras crianças.

Publicado pela Relicário, o livro tem tradução de Fernando Klabin e 192 páginas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5