São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Lula condiciona reciprocidade a fracasso das negociações com os EUA

Presidente afirma que Brasil não adotará a medida durante as tratativas e rejeita uma guerra tarifária com os Estados Unidos.

Lula condiciona reciprocidade a fracasso das negociações com os EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil não aplicará a Lei de Reciprocidade enquanto estiver negociando medidas comerciais com os Estados Unidos. A declaração ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, impor tarifas sobre produtos brasileiros.

Lula disse que, caso não haja um acordo, o governo brasileiro terá de avaliar a aplicação da lei. “Nós estamos negociando, e de novo, enquanto ainda estamos na mesa de negociações, eu não tenho que aplicar a lei da reciprocidade”, afirmou.

O presidente lembrou que conversou recentemente com Trump e que, depois disso, as tratativas foram retomadas. A primeira reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, ocorreu há cerca de três semanas. O governo brasileiro, porém, não espera avanços pelo menos até depois das eleições.

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil seguir o caminho do Canadá e entrar em uma disputa tarifária com os Estados Unidos, Lula negou essa intenção. Ele afirmou que, se necessário, analisará com cuidado as medidas previstas na Lei de Reciprocidade.

“Eu não quero entrar em uma guerra de tarifas com os EUA e nem com qualquer outro país. O que eu quero é negociar e acredito em negociações”, disse.

Possível encontro com Trump

Lula está em Nova York para a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas e poderá encontrar Trump nos corredores da ONU, embora não exista uma negociação marcada para uma conversa entre os dois.

O presidente brasileiro afirmou manter uma relação pessoal com Trump, apesar das dificuldades entre os governos. Também disse temer interferências dos Estados Unidos na eleição brasileira, especialmente por parte do secretário de Estado, Marco Rubio, mas ressaltou que, até agora, isso são apenas suspeitas.

Lula voltou a dizer que Trump se comporta como “um imperador”, mas negou que esteja tentando desafiar os Estados Unidos. Para o presidente, cada país deve cuidar dos próprios interesses e preservar sua soberania.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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