São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Brasil e Estados Unidos criam grupo para negociar tarifas comerciais

Reunião entre ministros brasileiros e o representante comercial americano ocorreu em Milwaukee, durante encontro do G20 para o Comércio.

Brasil e Estados Unidos criam grupo para negociar tarifas comerciais

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos decidiram criar um grupo de trabalho para discutir temas ligados a um possível acordo comercial entre os dois países. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, durante reunião entre os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com o representante comercial americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à reunião do G20 para o Comércio, nos Estados Unidos, e durou cerca de 40 minutos. Técnicos das duas delegações também participaram da conversa. A reunião com Greer já fazia parte da agenda brasileira desde o início deste mês.

Negociação sobre tarifas

O Itamaraty informou que os representantes reconheceram a importância de avançar na superação dos obstáculos existentes. A pasta também afirmou que os ministros brasileiros reiteraram a disposição de buscar soluções por meio do diálogo e da negociação, com foco na defesa dos interesses do Brasil e na ampliação de oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado após o telefonema de 21 de agosto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Na ocasião, Elias Rosa disse que ainda não havia um esboço de acordo e reconheceu a dificuldade das negociações.

O Brasil tenta ampliar a relação de produtos protegidos das tarifas adicionais aplicadas pelo governo americano. Carne, café, petróleo, terras raras e peças aeronáuticas estão entre os setores incluídos nas exceções, mas outras mercadorias brasileiras continuam sujeitas às sobretaxas.

Nas últimas semanas, Lula reforçou o discurso de soberania nacional diante das tarifas, em meio à disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente criticou o que chamou de ingerências externas sobre decisões soberanas de países como Brasil e Venezuela.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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