São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

MPF e UFS definem ações para preservar acervos e criar museu em Sergipe

Universidade deverá listar necessidades urgentes até 5 de outubro e avaliar aquisições em reunião marcada para 7 de outubro.

MPF e UFS definem ações para preservar acervos e criar museu em Sergipe

O Ministério Público Federal (MPF) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) definiram medidas para preservar reservas técnicas e avançar na criação de um museu de ciências naturais no estado. O acompanhamento do MPF ocorre desde 2019 e inclui acervos científicos, culturais, paleontológicos, arqueológicos e biológicos mantidos pela universidade.

A reunião foi realizada na sede do MPF em Aracaju, na última terça-feira (22), com participação da reitoria e de docentes da UFS. Conduzido pelo procurador da República Ígor Miranda, o encontro tratou de limitações de espaço, falta de padronização dos inventários e riscos de deterioração de espécimes, incluindo materiais da coleção de mastozoologia.

Para definir as providências mais urgentes, a Rede de Coleções Biológicas deverá elaborar, até 5 de outubro, uma planilha com as necessidades de equipamentos e materiais de conservação. Em 7 de outubro, a Reitoria da UFS analisará o diagnóstico e estabelecerá um cronograma para a compra de itens como aparelhos de ar-condicionado, desumidificadores, armários e recipientes para acondicionamento.

“A atuação busca contribuir para a construção de soluções capazes de assegurar a preservação, segurança e acessibilidade dos acervos”, afirmou Ígor Miranda. Segundo o procurador, as ações imediatas devem ocorrer ao mesmo tempo que as medidas estruturantes de longo prazo.

O reitor André Maurício Conceição de Souza apresentou negociações com o governo federal para a cessão de um edifício da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), localizado próximo à universidade. A proposta é adaptar o imóvel, atualmente subutilizado, para instalar o Museu de Ciências Naturais de Sergipe, com áreas destinadas a exposição pública, pesquisa e extensão.

A UFS deverá enviar ao MPF a documentação e as minutas das tratativas até o final do ano. Se a cessão não for concluída, a universidade buscará estruturar gradualmente reservas técnicas e espaços expositivos nos próprios campi.

O MPF também apresentou regras de seu edital permanente para destinação de bens e valores provenientes de acordos extrajudiciais e termos de ajustamento de conduta. A UFS avaliará ainda recursos de emendas parlamentares e obrigações de compensação ambiental.

O procedimento inclui estruturas no interior de Sergipe, como o Museu Arqueológico de Xingó (MAX), em Canindé de São Francisco, e instalações em Laranjeiras e São Cristóvão. O MPF defende a digitalização dos inventários, o controle de acesso e o reforço da segurança física das coleções sob guarda da UFS.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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