São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Projeto Trilhas da Infância reúne profissionais e propõe ações para a rede pública de Maceió

Iniciativa acompanhada pelo MPF formou profissionais de Educação, Saúde e Assistência Social e integra plano de reparação pelo afundamento do solo.

Projeto Trilhas da Infância reúne profissionais e propõe ações para a rede pública de Maceió

O Ministério Público Federal acompanhou, na manhã desta terça-feira (22), o encerramento do Projeto Trilhas da Infância, iniciativa de atualização técnica para profissionais das redes municipais de Educação, Saúde e Assistência Social que atuam com a primeira infância. O projeto integra o eixo Políticas Sociais e Redução de Vulnerabilidades do Plano de Ações Sociourbanísticas (PAS), previsto no Termo de Acordo Socioambiental firmado pelo MPF e pela Braskem, com participação do Ministério Público do Estado de Alagoas e adesão do Município de Maceió.

O fórum foi realizado no CMEI Rosaly Leão Gomes, na Cidade Universitária, equipamento entregue no âmbito do PAS. Participaram as procuradoras da República Roberta Bomfim e Julia Cadete. O encontro encerrou um período de formação, troca de experiências e elaboração coletiva com profissionais da rede municipal.

Ao longo do projeto, quase 200 profissionais participaram das atividades. Foram feitas visitas para coleta de informações em oito Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), além de 18 encontros de formação e 19 reuniões para a construção de propostas de ação. Mais de 100 profissionais receberam certificação.

Propostas construídas pelos participantes

As atividades buscaram aproximar teoria e prática e estimular a integração entre as áreas responsáveis pelo cuidado e pela proteção das crianças. Entre as propostas estão ações integradas de cuidado no cotidiano escolar; mutirões de Saúde e Assistência Social; fortalecimento do diálogo intersetorial; iniciativas voltadas às atipicidades nos CMEIs; grupos de escuta para educadores e cuidados em saúde mental; e serviço de convivência para apoio à parentalidade.

Um dos relatos apresentados foi o da professora gestora do CMEI Sônia Maria Souza Cavalcanti, no Bom Parto. A unidade está entre os equipamentos contemplados por ações previstas no PAS. O bairro foi afetado pelo afundamento do solo e passou por mudanças relacionadas à desocupação de parte do território, o que alterou a dinâmica comunitária e afetou moradores e serviços públicos.

“Quando pensamos em reparação, precisamos olhar também para as pessoas e para as redes públicas que permanecerão nesses territórios”, afirmou Roberta Bomfim. Segundo a procuradora, o relato do Bom Parto reforçou a importância de apoiar os profissionais que atendem crianças e famílias afetadas pelas consequências da desocupação dos bairros.

Também foi apresentada a experiência da gestora do CMEI Profa. Zaira Nascimento de Oliveira, na Chã da Jaqueira, relacionada ao CMEI Profa. Lucineide Gomes Flor, no Flexal. O projeto aproximou profissionais de equipamentos que atendem muitas vezes as mesmas crianças e famílias, como o CMEI Lucineide Gomes Flor, a UBS Flexal e o CRAS Emy Geylyane, em Bebedouro.

A programação incluiu a apresentação “Trilhas percorridas e Memórias da Caminhada”, um painel sobre as Comunidades de Práticas e uma palestra sobre infâncias brasileiras e políticas públicas de cuidado intersetorial. Participaram Soraia Melo, da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância; Elisângela Mercado, da Universidade Federal de Alagoas e das redes Nacional e Estadual da Primeira Infância; e Mariana Mickhela de Souza, do Ministério da Educação.

Embora o fórum tenha encerrado o percurso formativo, as propostas apresentadas indicam a continuidade das práticas desenvolvidas. O PAS reúne iniciativas de reparação e compensação dos danos sociais e urbanísticos decorrentes do desastre provocado pela mineração em Maceió, com ações acompanhadas pelas instituições que assinaram o acordo socioambiental.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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