São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Ciência

Cerâmicas pós-romanas ampliam pistas sobre ocupação de Kapersburg

Escavações no assentamento ao lado do forte romano encontraram templo, estátuas, fornos e sinais de presença germânica após a retirada romana.

Cerâmicas pós-romanas ampliam pistas sobre ocupação de Kapersburg
Foto: Lars Görze M.A., LfDH/Hessendenkmal/Divulgação

Fragmentos de cerâmica produzidos depois da Queda dos Limes foram encontrados nas escavações do assentamento romano próximo ao forte de Kapersburg. Esses são os primeiros vestígios arqueológicos desse período identificados no local e indicam uma possível ocupação por povos germânicos após a evacuação romana.

As escavações começaram em 2024 no vicus, área construída ao lado do forte para abrigar comerciantes e famílias. O assentamento ainda não havia sido estudado em profundidade. A região fica nas montanhas Taunus, ao norte de Frankfurt, onde o Império Romano manteve presença entre o século 1 e 3.

Estruturas e objetos encontrados

Entre os achados está um templo dedicado a Marte, deus romano da guerra. No interior da construção, os pesquisadores localizaram uma estátua da divindade e uma inscrição religiosa. Também foi encontrada uma estatueta da deusa Vitória, representada com um ramo de palmeira e uma coroa de louros.

As escavações revelaram ainda fornos usados para assar pão e outros instrumentos artesanais. Não havia registros anteriores desse tipo de prática na região. A hipótese apresentada é que os fornos tenham sido utilizados antes da construção do vicus e posteriormente soterrados pelos romanos durante a ocupação do território.

O forte de Kapersburg

Kapersburg foi usado ao longo do século 2 até meados do século 3. O forte acabou abandonado durante a Queda dos Limes, período em que os romanos começaram a desocupar suas fronteiras.

A conservação dos materiais foi favorecida pelo fato de a área ser arborizada e formada por colinas, o que impediu o uso frequente do terreno para agricultura. Segundo as informações sobre a pesquisa, os vestígios apareceram a poucos centímetros do solo.

A expectativa é que os trabalhos continuem em 2027, com a busca por novas pistas sobre a ocupação da região.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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