O Ibovespa fechou a terça-feira (6) em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos, em um movimento de ajuste depois dos recordes registrados na sessão anterior, impulsionados pelo resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Durante o pregão, o índice oscilou entre 204.725,23 pontos e 209.522,60 pontos. O volume financeiro foi de R$58,06 bilhões.
Na véspera, o principal índice do mercado acionário brasileiro havia alcançado o maior nível intradiário, aos 209 mil pontos, e o recorde de fechamento, em 206.911,89 pontos. O resultado eleitoral de domingo, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve na origem da reação dos mercados locais.
Para Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, a queda refletiu a realização de lucros e a revisão de preços de ativos. “Então é relativamente normal termos um período de respiro em altas tão grandes”, afirmou.
Apesar do recuo, o Ibovespa permaneceu acima dos 200 mil pontos. Em relatório, o Itaú BBA avaliou que o índice retomou a tendência de alta e projetou a região de 220.000 pontos no curto prazo e de 245.000 pontos no médio prazo. O banco também afirmou que, para sustentar esse movimento, o índice precisará permanecer acima do suporte em 181.500 pontos.
Ações em destaque
Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,57%, em um dia marcado pela queda do petróleo e pela retração dos rendimentos dos Treasuries. O Brent avançou 0,26% após recuar durante a maior parte da sessão.
As ações preferenciais da Petrobras caíram 2,78%, enquanto as ordinárias recuaram 1,8%. Banco do Brasil ON teve a maior queda do Ibovespa, de 6,42%, depois que o JP Morgan reduziu a recomendação do papel de “neutro” para “underweight”.
Entre os bancos, Itaú Unibanco PN subiu 1,96%, Bradesco PN avançou 4,4% e Santander Brasil Unit ganhou 3,23%. BTG Pactual recuou 2,81%. Vale ON caiu 1,44%; Usiminas PNA, 1,88%; e Gerdau PN, 1,01%.







