O dólar subia 0,40%, cotado a R$ 4,997, por volta das 12h45 desta quarta-feira (7). No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,49%, aos 204.821 pontos, em um movimento de correção depois das fortes quedas recentes da moeda e da alta da Bolsa após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial.
No exterior, o índice DXY, que compara o dólar com seis moedas fortes, avançava 0,50%. As Bolsas americanas também operavam em baixa: o S&P 500 recuava 0,61%, o Nasdaq caía 0,42% e o Dow Jones perdia 0,90%.
O cenário internacional era influenciado pela aversão ao risco. O petróleo Brent subia 0,58%, a US$ 101,18, por volta das 11h50. Na quarta-feira (7), os Houthis atacaram o Aeroporto Internacional de Áden, no Iêmen, com mísseis e drones. Um míssil caiu perto da pista antes do pouso de um voo vindo do Cairo, que foi desviado para Jidá.
Também houve a declaração de um assessor do comandante da Guarda Revolucionária iraniana à agência semioficial Fars de que rotas de trânsito consideradas ilegais pelo Irã no estreito de Hormuz serão fechadas em breve. Os acontecimentos aumentaram os temores de inflação persistente, fortaleceram o dólar e pressionaram os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O Treasury de dez anos chegou a 5,3475%, maior nível desde fevereiro de 2002.
Mercado brasileiro
O impacto externo era considerado limitado no mercado doméstico. Segundo dados da B3 até 5 de outubro, o fluxo de investidores estrangeiros acumulava saldo positivo de R$ 12,6 bilhões no mês. Para Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, “A narrativa do trade eleitoral tem predominado”.
Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, afirmou que, apesar do ambiente externo adverso, o mercado brasileiro continuava concentrado nos balanços corporativos e nas discussões fiscais, com suporte do fluxo comprador estrangeiro.
O resultado do primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 47,03% dos votos contra 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25.
Na segunda-feira, a Bolsa chegou a 209.605 pontos, superando pela primeira vez o patamar de 200 mil pontos durante as negociações. Na terça-feira, o dólar atingiu o menor nível desde maio. Nesta quarta-feira, a taxa DI para janeiro de 2029 recuava 4 pontos-base, a 12,42%.








