São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Dólar sobe e Bolsa recua com pesquisa eleitoral e dados de inflação

Moeda avançava 0,20% e era cotada a R$ 5,236; ações da CSN caíam 10,18% após revisão de projeções da companhia.

Dólar sobe e Bolsa recua com pesquisa eleitoral e dados de inflação

O dólar subia 0,20% nesta terça-feira (29), cotado a R$ 5,236 às 14h10. O Ibovespa recuava, pressionado principalmente pelas ações da CSN, que caíam 10,18%, a R$ 5,38, às 14h12. A CSN Mineração reduziu suas projeções para o ano.

A Vale, uma das empresas de maior peso no índice, também operava em baixa. No mesmo horário, os papéis da mineradora recuavam 2,29%, cotados a R$ 69,53.

Pesquisa eleitoral e cenário doméstico

Entre os fatores acompanhados pelos investidores está a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta manhã. O levantamento apontou Flávio Bolsonaro com 47,7% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Planalto, ante 47,6% para Luiz Inácio Lula da Silva. Com margem de erro de 1 ponto percentual, os dois aparecem tecnicamente empatados.

Na pesquisa anterior, Flávio tinha 47,4% e Lula, 47,7%. A proximidade do primeiro turno deixa a Bolsa mais sensível às pesquisas eleitorais e às perspectivas para as contas públicas.

O IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre móvel até agosto, contra 5,6% nos três meses encerrados em maio. O resultado é o menor para o intervalo até agosto na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

Para Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, a inflação resistente limita uma flexibilização monetária mais rápida no Brasil e nos Estados Unidos. Ele também afirmou que o mercado de trabalho resiliente é relevante para o Banco Central, porque pode sustentar o consumo e a demanda.

O IGP-M, calculado pela FGV, subiu 1,57% em setembro, depois de recuar 0,22% em agosto. A alta foi influenciada pelos preços no atacado.

Exterior e contas públicas

No exterior, o índice DXY avançava 0,38%. O petróleo recuava 1,40% às 14h21, cotado a US$ 103 o barril. Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, disse que a falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã mantém a oferta do produto no centro das atenções.

Os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano voltaram a subir durante a tarde. Às 14h18, a taxa registrava variação máxima de 0,28%, a 5,28%. Na segunda-feira (28), havia atingido 5,271%.

O governo central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, o melhor resultado para o mês desde 2021, conforme dados do Tesouro Nacional. De janeiro a agosto, porém, o déficit acumulado chegou a R$ 94,9 bilhões, o pior desde 2024.

Em Wall Street, o Dow Jones caía 0,54%, o S&P 500 recuava 0,35% e o Nasdaq, 0,22%. A curva de juros brasileira operava de forma mista: às 14h26, o DI para janeiro de 2028 estava em 13,625%, com queda de 0,03 ponto percentual, enquanto o DI para janeiro de 2035 marcava 14,095%, alta de 0,05 ponto percentual.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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