São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Dólar fecha a R$ 5,0112 após dois dias de queda

Moeda norte-americana avançou 0,72% diante do ambiente externo negativo e de ajustes após a valorização recente ligada às eleições.

Dólar fecha a R$ 5,0112 após dois dias de queda

O dólar à vista subiu 0,72% nesta quarta-feira (7), para R$ 5,0112, depois de dois pregões consecutivos de queda, nos quais acumulou desvalorização de 4,62%. Na reta final dos negócios, a moeda chegou a R$ 5,0167 e ultrapassou a marca de R$ 5,00.

A alta global do dólar e os rendimentos elevados dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos pressionaram as moedas de países emergentes. Operadores não apontaram um gatilho específico para o movimento, mas mencionaram a possibilidade de realização de lucros após a valorização associada ao cenário eleitoral.

Também foi citado um possível desconforto com declarações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a possibilidade de o projeto que encerra a escala 6×1 ser analisado antes do segundo turno. A proposta é uma das bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com o resultado do dia, o real teve o pior desempenho entre as moedas latino-americanas. Na semana, o câmbio acumula queda de 3,94%, enquanto as perdas acumuladas em 2026 chegam a 8,70%.

O economista-chefe da Bravonte Capital, Eduardo Velho, avalia que o câmbio já incorporou parte relevante do efeito do fluxo estrangeiro e da redução do prêmio de risco associado ao chamado trade eleitoral. Para ele, o apoio de outros candidatos a uma candidatura vista pelo mercado como favorável a um ajuste fiscal limita a alta do dólar diante do real.

Na articulação para o segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), PP e União Brasil. Ele ainda negocia com Republicanos e Podemos. A expectativa era pela divulgação, na quinta-feira, 8, da primeira pesquisa Datafolha para a nova etapa da disputa.

O Goldman Sachs afirmou, em relatório assinado por Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina, que a direção dos preços dos ativos deve depender dos sinais das pesquisas, das declarações dos candidatos sobre cargos-chave no gabinete e de um plano fiscal mais definido.

No exterior, o índice DXY subia 0,46% perto do fim da tarde, após atingir 102,499. A taxa da T-note de 10 anos estava em 5,28%, depois de alcançar 5,36%, o maior nível em 24 anos. O petróleo perdeu força durante a tarde, mas o Brent para dezembro permaneceu acima de US$ 100 por barril.

A ata da reunião do Federal Reserve em setembro informou que a inflação continua entre as principais preocupações do banco central norte-americano. Na ocasião, a taxa básica dos Estados Unidos foi elevada para a faixa entre 3,75% e 4%, e a maioria dos dirigentes considerou adequado um novo aumento até o fim do ano.

Para Luíza Pinese, economista da XP, o cenário internacional permanece ambíguo para o Brasil. O aperto monetário nos Estados Unidos e os juros mais altos nas economias avançadas reduzem a atratividade dos ativos emergentes, enquanto os preços elevados de petróleo e grãos favorecem os termos de troca.

Pinese mantém projeção de câmbio a R$ 5,00 em dezembro deste ano e a R$ 5,30 no fim de 2027. Segundo ela, a perspectiva de um ajuste fiscal mais profundo após as eleições pode sustentar a valorização recente do real, especialmente em 2027.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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