São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Dólar recua a R$ 4,9756 após avanço de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Moeda caiu 0,52% e fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 12 de maio, favorecida pelo cenário externo e pela eleição.

Dólar recua a R$ 4,9756 após avanço de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

O dólar caiu 0,52% nesta terça-feira, 6, e fechou a R$ 4,9756, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 12 de maio, quando encerrou o dia em R$ 4,8954. A moeda chegou a atingir R$ 4,9456 durante a manhã e acumula queda de 4,62% nos dois últimos pregões.

O movimento ocorreu após a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais. A possibilidade de vitória da oposição no segundo turno reduziu os prêmios de risco considerados na taxa de câmbio. O real também foi favorecido pelo ambiente externo mais favorável às moedas emergentes, com queda das taxas dos Treasuries e perda de força dos preços do petróleo.

O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, relacionou a valorização do real à expectativa de uma reforma fiscal em eventual governo de Flávio Bolsonaro. Para ele, ainda há espaço para nova apreciação da moeda, mas em ritmo menor. Galhardo destacou que uma reforma abrangente, com mudança de pisos constitucionais, exigiria “grande habilidade política”.

Norman Liebke, analista de câmbio do Commerzbank, afirmou que a reação dos mercados deve ser observada com cautela. Segundo ele, um Parlamento nominalmente mais conservador não garante mudanças, porque o bloco da direita fora do PL permanece fragmentado e iniciativas pró-mercado podem perder prioridade diante da pressão política.

No exterior, o índice DXY recuava 0,31% perto do fim da tarde, aos 101,848 pontos. O indicador acumula alta de quase 0,40% no início do mês e de mais de 3,6% no ano. O barril do Brent para dezembro fechou com avanço de 0,26%, a US$ 100,58.

Bolsa e juros

O Ibovespa caiu 0,52%, mas permaneceu acima dos 200 mil pontos, aos 205.835,29 pontos. O giro financeiro superou a média, em R$ 43 bilhões. Em quatro pregões de outubro, o índice acumula alta de 10,46%; no ano, o avanço é de 27,75%.

O setor financeiro recuou 0,58%, influenciado principalmente pela queda de mais de 6% do Banco do Brasil. Itaú, Bradesco e Itaúsa subiram. Também avançaram os setores de utilities, com 0,16%; elétrico, com 0,04%; varejo e consumo, com 0,81%; imobiliário, com 2,53%; e small caps, com 1,83%.

Nos juros futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 subiu de 13,41% para 13,428%. O contrato para janeiro de 2029 caiu de 12,591% para 12,445%, enquanto o vencimento de janeiro de 2031 recuou de 12,653% para 12,560%.

A gestora de renda fixa da Tivio Capital, Isabela Fukase, afirmou que as taxas encontraram resistência para cair além do nível atual, de cerca de 12,50%. Ela citou dúvidas sobre a realização de um ajuste fiscal mais austero, mesmo em caso de alternância de poder em 2027.

O analista de renda fixa da Manchester Investimentos, Gustavo Danilo, disse que a continuidade da queda dos juros dependerá de confirmação por pesquisas do segundo turno, sinalizações sobre as políticas econômica e fiscal e novos dados de inflação. Segundo cálculos do banco Bmg, a curva futura indicava Selic de 13,25% no fim deste ano e de 12,15% em 2027.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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