São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Che Guevara: da medicina à guerrilha na América Latina

O revolucionário argentino participou da Revolução Cubana, atuou no Congo e na Bolívia e foi executado em 1967.

Che Guevara: da medicina à guerrilha na América Latina
Foto: Alberto Diaz Gutierrez/Wikimedia Commons

Ernesto Guevara de la Serna, conhecido mundialmente como Che Guevara, foi um médico argentino que se tornou um dos principais nomes da Revolução Cubana e um símbolo cultural associado à rebeldia. Sua trajetória também é marcada por controvérsias relacionadas ao uso da violência e à perseguição de opositores.

Nascido em 1928, na Argentina, Guevara vinha de uma família de classe média e estudava medicina. Em 1951, interrompeu a formação para percorrer a América Latina de motocicleta, acompanhado do amigo Alberto Granaldo. A viagem o colocou em contato com a pobreza e as desigualdades da região. No Peru, a convivência com o médico Hugo Pesce, ligado ao Partido Comunista e ao atendimento de pessoas com lepra, reforçou sua visão de que os problemas sociais exigiam uma transformação política.

Da Revolução Cubana à luta armada

Depois de concluir os estudos, Guevara foi à Guatemala. A derrubada do presidente por um golpe orquestrado pela CIA contribuiu para sua aproximação com o ativismo revolucionário e para sua oposição aos Estados Unidos.

No México, conheceu Fidel Castro e Raúl Castro e entrou para o Movimento 26 de Julho, que pretendia tomar o poder em Cuba, então governada pela ditadura de Fulgêncio Batista. Em 1956, 82 guerrilheiros partiram do México para a ilha. Atacados no litoral, tiveram a maioria dos integrantes morta. Ferido, Che sobreviveu e se juntou ao grupo nas montanhas de Sierra Maestra.

Entre 1956 e 1958, a organização cresceu. A Revolução Cubana venceu em 1959, após a tomada de Santa Clara e Santiago de Cuba, a fuga de Batista e a entrada dos revolucionários em Havana. Che ocupou cargos no governo cubano e viajou como representante dos ideais da revolução.

Em 1965, deixou as funções burocráticas e retomou a luta armada. Atuou primeiro no Congo, contra o governo de Joseph Mobutu, e depois, disfarçado, na Bolívia. Nesse país, tentou organizar uma guerrilha contra a ditadura de René Barrientos.

Ferido e capturado pelo Exército boliviano, com apoio dos Estados Unidos, Che foi executado em 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, pelo tenente Mario Terán. Suas mãos foram enviadas à CIA para confirmar sua identidade. Os restos mortais só foram localizados 30 anos depois, em uma vala na selva boliviana.

Documentos mencionados no relato atribuem a Che envolvimento em 144 mortes e responsabilidade pela prisão irregular de 30 mil pessoas. Ao mesmo tempo, sua imagem permanece presente em camisetas, pôsteres e outras formas de arte.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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