A retirada correta da camisinha e a higiene sem excessos estão entre os cuidados recomendados pelas especialistas depois da relação sexual. O preservativo deve ser removido enquanto o pênis ainda está ereto, segurando a base para evitar que escorregue ou que haja vazamento, e descartado no lixo.
Deixar a camisinha no pênis após a ejaculação pode manter a região úmida por muito tempo, favorecendo irritações e o surgimento de fungos, afirma a urologista Karin Anzolch, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). No caso da camisinha feminina, mantê-la dentro da vagina por muito tempo pode fazer com que fique presa, segundo a ginecologista Fabiane Bernardes, presidente da comissão nacional de sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Urinar e fazer a limpeza externa
Outro cuidado é urinar depois da relação. O atrito pode facilitar a entrada de bactérias na uretra, e o risco de infecção urinária, ou cistite, é maior entre as mulheres, que têm a uretra mais curta. Urinar ajuda a eliminar as bactérias que chegaram à bexiga antes que elas se multipliquem, explicam as médicas.
A cistite é menos comum em homens, por isso o hábito não é obrigatório para eles. Ninguém, porém, deve forçar a urina quando não sente vontade.
A limpeza básica da região íntima pode ser feita com água e sabão neutro. A ducha intravaginal não é recomendada porque remove a proteção natural da flora e pode facilitar infecções. Lavar a parte externa da vagina é suficiente. Pessoas com pênis devem manter a higiene no dia a dia; quem tem prepúcio deve puxá-lo delicadamente para lavar a glande e depois recolocá-lo.
Cuidados durante o sexo oral e anal
Limpar a área genital ou tomar banho não previne infecções sexualmente transmissíveis, mas pode remover bactérias e secreções, além de ajudar a evitar dermatites causadas por produtos externos e odores. A recomendação vale para relações com ou sem penetração e entre vulvas.
Após sexo anal, é importante retirar resíduos fecais da área externa e lavar as mãos que tiveram contato com o ânus. Não é necessário lavar a parte interna do reto, mesmo quando houve ejaculação. Maria Júlia Segantini, membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC), alerta que duchas com aparelhos podem irritar a região e causar lesões.
Produtos perfumados, desodorantes íntimos e talcos devem ser evitados porque podem irritar a pele, favorecer dermatites e desequilibrar a flora. Brinquedos sexuais também precisam ser limpos de acordo com o material logo após o uso.
No sexo oral, a higiene bucal é recomendada porque a boca pode ser porta de entrada para HPV, herpes e gonorreia. Escovar os dentes, entretanto, não elimina vírus presentes no sêmen ou na secreção vaginal. A escovação não deve ser feita com força, pois escoriações e microlesões podem facilitar a entrada de agentes indesejados.
A principal medida de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis continua sendo o uso de preservativo durante toda a prática. Vacinas e exames médicos periódicos também são opções de prevenção.
Lesões, bolhas, dor persistente, ardência, sangramento ou secreções são sinais que exigem avaliação médica. O Dia Mundial da Saúde Sexual, celebrado nesta sexta (4), foi criado em 2010 pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS).







