São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Ciência

A disciplina de Jiro Oto e o valor de fazer melhor

A trajetória do chef japonês é usada para refletir sobre dedicação, técnica e escolhas que exigem mais tempo.

A disciplina de Jiro Oto e o valor de fazer melhor
Foto: Juliana Krauss/Superinteressante

Aos 100 anos, o chef Jiro Oto continua trabalhando e mantendo uma rotina dedicada ao sushi. Ele acorda no meio da noite pensando na preparação perfeita e pode passar 50 minutos massageando um polvo antes de cozinhá-lo. Para Jiro, como resume Rafael Battaglia Popp, “Dá mais trabalho, mas fica melhor.”

A palavra japonesa shokunin significa artesão, mas também representa uma filosofia de aperfeiçoamento contínuo. O termo descreve quem dedica a vida ao que produz, conhece profundamente a matéria-prima e aprimora a técnica com o passar dos anos.

Dez anos de treinamento

A trajetória de Jiro foi apresentada no documentário O Sushi dos Sonhos de Jiro (2011). Aos 85 anos, ele acordava cedo, pegava o trem e trabalhava em um restaurante de dez lugares, instalado em uma estação do metrô de Tóquio. O estabelecimento servia apenas sushi, peça por peça, conforme o ingrediente mais fresco disponível no dia. A refeição durava menos de uma hora.

Na época, uma reserva custava a partir de R$ 1.500 e hoje se aproxima de R$ 3 mil. Jiro exigia dez anos de treinamento para que alguém pudesse trabalhar no restaurante. O esforço levou o estabelecimento a receber três estrelas Michelin.

Rafael relaciona essa dedicação ao trabalho da equipe de arte da revista. Caroline Aranha criou dobraduras e figuras de papel para um texto sobre maternidade, enquanto Gabe Rivas desenhou à mão os elementos de sua primeira matéria, sobre absinto. O trabalho consumiu todos os lápis verdes da cidade de São Paulo, segundo o autor.

Para Rafael, o perfeccionismo pode causar estresse quando levado ao excesso, mas a dedicação continua necessária para desenvolver habilidades. Ele também cita escolhas como ler um livro inteiro, preparar molho de tomate do zero ou voltar a tocar violão. A conclusão é que tarefas mais trabalhosas podem oferecer uma recompensa própria: o aperfeiçoamento do resultado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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