São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Ciência

Família de guaxinins-pigmeus repete técnica para criar bolas em Cozumel

Estudo descreve como o comportamento passou entre animais da mesma família e registra a primeira evidência de cultura material entre procionídeos.

Uma família de guaxinins-pigmeus passou a produzir bolas com materiais encontrados no lixo e a usá-las em brincadeiras. O comportamento foi descrito em um estudo publicado na revista Wild como a primeira evidência documentada de cultura material entre animais da família Procyonidae, que inclui guaxinins, quatis e juparás.

A habilidade foi observada depois que uma jovem guaxinim morreu. Pesquisadores haviam considerado que a tradição poderia desaparecer, já que o conhecimento dependia dos indivíduos capazes de reproduzi-lo. Dias depois, porém, a irmã sobrevivente refez o processo usando uma embalagem de hambúrguer.

Como os brinquedos são feitos

Em janeiro deste ano, turistas viram uma guaxinim ignorar restos de comida em uma lixeira e escolher um recibo. O animal levou o papel até uma tigela com água, mergulhou o material repetidamente e o pressionou contra a areia até formar uma bola compacta. Depois, brincou com o objeto.

A irmã foi a primeira a aprender a produzir as bolas. A mãe também tentou realizar a tarefa, mas desistiu. Os autores do estudo afirmam que o consumo de uma dose de margarita momentos antes pode ter reduzido as habilidades do animal. Em outro relato, as duas irmãs brincaram de “futebol” entre si e com a mãe.

Espécie restrita a Cozumel

O guaxinim-pigmeu existe apenas na ilha mexicana de Cozumel, no Mar do Caribe, e está em situação crítica. Estima-se que restem apenas 200 indivíduos na natureza. Os animais costumam revirar latas de lixo em busca de restos de comida.

A primeira guaxinim que produziu o brinquedo adoeceu gravemente e morreu pouco tempo depois. Uma das explicações apontadas é a combinação de desnutrição e poluição tóxica associada a um novo resort nas proximidades, que havia destruído parte do habitat da espécie.

No caso descrito pelos pesquisadores, a irmã sobrevivente retirou a embalagem da lixeira, molhou o material e o pressionou contra a areia até formar outra bola. A equipe agora acompanha se a habilidade continuará sendo transmitida entre os guaxinins-pigmeus.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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