São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Répteis distinguem ameaças e parceiros por padrões de sons

Vocalizações de jacarés, tartarugas, gaviais e lagartos cumprem funções que vão do alerta à escolha de parceiros.

Urros, gritos, mugidos, guinchos e estalos fazem parte da comunicação de diversas espécies de répteis. Os sons podem indicar a presença de um intruso, revelar o grau de uma ameaça, favorecer o acasalamento ou facilitar a interação entre animais da mesma espécie.

A comunicação acústica desses animais recebeu menos atenção da ciência do que a de mamíferos e aves. Pesquisas recentes, porém, mostram que as vocalizações participam de comportamentos centrais dos répteis, incluindo a relação entre mães e filhotes.

Sinais antes do nascimento

Crocodilos e tartarugas produzem sons enquanto ainda estão dentro do ovo. Os sinais informam à mãe e aos demais filhotes que um nascimento está próximo. A emissão também contribui para que os nascimentos ocorram de forma sincronizada. Entre as tartarugas, esse mecanismo só foi identificado no último século.

Sons usados na reprodução e na defesa

Nos gaviais, espécie presente no norte da Índia, os machos têm uma protuberância na ponta do focinho, chamada ghara. Ela produz um zumbido capaz de atrair fêmeas e de ajudá-las a escolher um parceiro para o acasalamento.

A mesma estrutura também participa da sinalização de estranhos no habitat. Nesse caso, o som é sutil e se parece com o estalo de uma rolha de garrafa sendo aberta. O comportamento foi estudado em profundidade em 2025. Cada gavial apresenta um padrão próprio de estalos, que permite diferenciar os indivíduos.

Lagartos também recorrem a vocalizações. Cerca de 30% das famílias emitem sons, com usos que variam conforme a espécie. Algumas vocalizam em situações de perigo; outras usam os sons para interagir.

A iguana-arborícola-chilena, encontrada no Chile e na Argentina, altera seus sinais de alerta de acordo com a gravidade da ameaça. Quando ouvem o som associado ao maior nível de perigo, as iguanas próximas permanecem imóveis por algum tempo.

A lagartixa-tokay, por sua vez, modifica o padrão de sua vocalização em locais barulhentos. Em vez de apenas aumentar o volume, como fazem os humanos, ela mantém as frequências mais altas por mais tempo. Em algumas espécies, o tamanho do corpo também influencia o som: animais maiores produzem vocalizações mais graves e de frequências baixas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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