São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Bubbles repete estratégia para obter alimento regurgitado por peixes

Observações na Austrália registraram 20 perseguições, com sucesso do golfinho em 11 ocasiões.

Bubbles repete estratégia para obter alimento regurgitado por peixes

Um golfinho-roaz macho chamado Bubbles foi observado usando perseguições para fazer peixes regurgitarem o conteúdo do estômago e, em seguida, comer o material expelido. O comportamento pode ser um dos primeiros registros bem documentados de cleptoparasitismo entre cetáceos — quando um animal obtém alimento produzido ou capturado por outro.

Os primeiros relatos chegaram aos pesquisadores em 2017, na ilha de Lady Elliot, na Grande Barreira de Coral australiana. Bubbles perseguia xaréus-olhudos (Caranx sexfasciatus), um comportamento que, segundo os relatos, parecia ocorrer com frequência.

Para investigar a prática, uma equipe de biólogos marinhos usou câmeras GoPro entre junho de 2021 e outubro de 2025. As imagens mostraram uma sequência recorrente: o golfinho se aproximava de um cardume, escolhia um peixe e nadava atrás dele até provocar a regurgitação. Depois, consumia rapidamente o alimento expelido.

Registros e vocalizações

Ao longo das observações, foram registradas 20 ocorrências do comportamento. Em 11 delas, Bubbles conseguiu comer o material regurgitado. Os pesquisadores também identificaram até dez tentativas de perseguição em um período de meia hora.

Durante a ação, o golfinho produzia sons específicos. Antes de se aproximar do cardume, emitia cliques. Na perseguição, esses sons eram acompanhados por ruídos em frequências muito baixas.

Asia Armstrong, coordenadora do estudo publicado na revista Ecology and Evolution, afirmou que a ecolocalização pode ajudar o animal a escolher o peixe. “A ecolocalização permite, de fato, que os golfinhos distingam pequenas diferenças na forma, no tamanho e na estrutura de seus alvos”, disse.

Ainda não está confirmado se os sons contribuem para provocar a regurgitação. Também não se sabe se a estratégia é uma característica individual de Bubbles ou se ele a aprendeu com outros golfinhos ou cetáceos. “É muito possível que outras espécies usem essa estratégia”, afirmou Armstrong.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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