São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Ciência

Planta subterrânea sem fotossíntese é descoberta na Tailândia

A Thismia daemona vive sob o solo, depende de fungos e pode estar criticamente ameaçada, segundo estudo científico.

Planta subterrânea sem fotossíntese é descoberta na Tailândia

Uma nova espécie de planta foi identificada no Parque Nacional Thong Pha Phum, na Tailândia. Batizada de Thismia daemona, ela não tem clorofila, não faz fotossíntese e passa a maior parte da vida sob a camada de folhas mortas do solo.

A espécie foi observada em 2025 por uma equipe de cientistas que estudava o parque. Com corpo preto, olhos vermelhos e estruturas semelhantes a chifres, a planta recebeu o apelido de “flor do diabo” por causa da aparência. Ela pode chegar a 12 centímetros.

Como a planta sobrevive

Sem acesso à luz, a Thismia daemona obtém carbono e nutrientes por meio dos fungos presentes no solo. Ela só chega à superfície para produzir frutos e florescer. Análises físicas e de DNA levaram os pesquisadores a classificá-la como integrante do gênero Thismia, encontrado em florestas tropicais e em altitudes baixas.

O estudo foi publicado em agosto no periódico científico PhytoKeys. A descoberta também amplia o conhecimento sobre a distribuição do gênero: há cerca de 120 espécies de Thismia conhecidas no mundo, mas a nova planta foi encontrada em uma área seca e a quase mil metros acima do nível do mar. Segundo os pesquisadores, isso indica que essas plantas podem ser mais resistentes e estar mais espalhadas do que se considerava.

Risco de extinção

Os pesquisadores encontraram menos de 50 exemplares em uma área pequena do parque, menor que um campo de futebol. O local recebe visitas constantes de turistas, que podem pisar nas plantas.

No estudo, os autores classificam a espécie como “Criticamente Ameaçada” conforme as categorias e os critérios da Lista Vermelha da IUCN. A Thismia daemona, porém, ainda não foi oficialmente incluída na lista da organização.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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