São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

ANJL contesta queda das bets e aponta migração para sites ilegais

Entidade afirma que transações via Pix já vinham caindo antes da proibição e que o valor movimentado aumentou na comparação entre períodos equivalentes.

ANJL contesta queda das bets e aponta migração para sites ilegais

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contestou a declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que a movimentação das bets teria caído de R$ 600 milhões por dia para zero uma semana após a proibição. A entidade afirmou que houve aumento dos sites ilegais e que parte das apostas migrou para o mercado clandestino.

A associação também questionou a relação direta entre a medida e a redução das transações por Pix. De acordo com uma análise da ANJL baseada em dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central, a queda já estava em curso antes do anúncio, em 25 de setembro, da Medida Provisória que proibiu o mercado regulado de apostas de quota fixa.

Entre 22 e 24 de setembro, a quantidade de transações via Pix estava entre 7% e 12% abaixo da referência. Em valores movimentados, a redução variava entre 14% e 27%. O Banco Central informou que as movimentações caíram 10% nos dias 26,27 e 28 de setembro, em comparação com a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.

Comparação entre períodos equivalentes

Para a ANJL, a comparação precisa considerar períodos equivalentes do calendário, porque o volume de transações por Pix pode variar conforme o momento do mês. A entidade comparou o quarto sábado de agosto e os dois dias seguintes com o quarto sábado de setembro e os respectivos domingo e segunda-feira.

Nesse recorte, o número de transações caiu de 627,6 milhões para 608,6 milhões, uma redução de 3,0%. Já o valor total movimentado subiu de R$ 177,1 bilhões para R$ 183,7 bilhões, alta de 3,7%.

“Portanto, não há como se falar que a movimentação de bets caiu para zero. A movimentação apenas migrou para o mercado clandestino”, sustentou a ANJL.

O presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, afirmou que a diferença em relação à queda de 10% divulgada pelo Banco Central pode estar ligada à metodologia usada, que considera a média das quatro semanas anteriores à proibição. Para ele, os dados não permitem atribuir automaticamente à medida a redução observada após 25 de setembro, porque a série já registrava queda antes da mudança e o volume financeiro aumentou na comparação entre períodos equivalentes.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5