Plataformas de apostas esportivas mantêm cerca de R$ 1,3 bilhão em saldos de usuários no Brasil, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (6/10). O valor está distribuído entre contas de pelo menos 26 milhões de apostadores.
A devolução foi determinada após o fim das permissões de operação das empresas no país, medida que tirou 188 endereços eletrônicos do ar. Até quarta-feira, as plataformas deverão encaminhar às instituições financeiras o extrato individualizado dos saldos, discriminado por CPF.
Os bancos deverão transferir os recursos aos clientes entre 9 e 14 de outubro. Se houver impedimento operacional, a Caixa Econômica Federal fará a intermediação do ressarcimento.
A maior parte do dinheiro está concentrada em uma parcela pequena dos usuários. Cerca de 200 mil pessoas, equivalentes a 1% dos apostadores, respondem por 80% do saldo pendente. Quando considerado o grupo de 3,4% dos cadastrados, a concentração chega a 90% do total.
Registros com valores acima de R$ 500 mil também são analisados. Aproximadamente 40 contas estão sob apuração da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, que verificam possíveis indícios de lavagem de dinheiro.
Durigan declarou que as apostas retiravam diariamente entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões da poupança popular. “Dinheiro da economia real que passa a ficar com as famílias. Esse é um ganho”, afirmou.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou 11.740 portais ilegais. O governo ainda solicitou a remoção de 3.489 contas e canais em redes sociais e aplicativos de mensagens, alcançando 17,2 milhões de usuários.







