A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 2,112 trilhões de janeiro a agosto de 2026, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 22. O valor cresceu 7,12% em termos reais na comparação com o mesmo período de 2025 e foi o maior registrado para o intervalo desde 2000.
A Receita Previdenciária respondeu por R$ 507,179 bilhões, com alta real de 5,03%. O resultado acompanhou o crescimento real de 3,47% da massa salarial e de 5,76% na arrecadação previdenciária do Simples Nacional entre janeiro e agosto de 2026, em relação aos mesmos meses de 2025. As compensações tributárias com débitos previdenciários aumentaram 16,35% em agosto de 2026 ante agosto de 2025, conforme o relatório da Receita.
O Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) arrecadaram R$ 411,048 bilhões, alta real de 6,11%. A Receita relacionou o desempenho ao avanço de 9,26% na arrecadação do lucro presumido e de 19,43% nos valores ligados à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, referente a fatos geradores de 2025.
Também foram registrados pagamentos atípicos de R$ 20,926 bilhões no acumulado. Desse total, R$ 11 bilhões vieram de IRPJ e CSLL, e R$ 9,926 bilhões, do Imposto de Exportação de petróleo.
O PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 412,776 bilhões, crescimento real de 4,52%. A Receita associou o resultado ao aumento de 2,01% no volume de vendas e de 2,13% no volume de serviços entre dezembro de 2025 e julho de 2026, na comparação com os períodos correspondentes anteriores. O relatório também menciona a recuperação de setores inseridos no Perse e do setor petrolífero, além do desempenho de segmentos automotivo, de eletricidade e gás, de serviços financeiros e do Simples Nacional.
O IOF arrecadou R$ 67,159 bilhões, alta real de 24,11%. Já o IRRF sobre rendimentos do capital totalizou R$ 118,121 bilhões, crescimento real de 18,43%. Nesse grupo, a arrecadação de aplicações de renda fixa subiu 31,13%; a de juros sobre capital próprio, 47,04%; e a de fundos de renda fixa, 11,35%.
O relatório também registra mudanças aprovadas pelo Congresso no fim de 2025, com aumento de alíquotas para fintechs, bets e juros sobre capital próprio, além da redução de benefícios fiscais em 10%. A CSLL sobre fintechs subiria de 9% para 12% até o fim de 2027 e chegaria a 15% a partir de 2028. Bancos pagam 20% de CSLL, segundo o documento.







