São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Bancários da Caixa protestam contra mudanças no plano de saúde em São Paulo

Manifestantes fizeram ato na avenida Paulista antes de julgamento do TST sobre greve nacional iniciada em 10 de setembro.

Bancários da Caixa protestam contra mudanças no plano de saúde em São Paulo

Bancários da Caixa Econômica Federal protestaram nesta terça-feira (29), na avenida Paulista, contra mudanças propostas pela empresa no plano de saúde. O ato ocorreu horas antes de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisar a legalidade da greve nacional da categoria, iniciada em 10 de setembro.

Os manifestantes se reuniram em frente ao prédio que abriga a sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), discursaram e distribuíram panfletos. Segundo os participantes, a escolha do local teve o objetivo de pressionar o TST por uma decisão favorável aos trabalhadores.

O TRT-2 é a segunda instância da Justiça do Trabalho em São Paulo e não participa do julgamento. A análise cabe ao TST porque a paralisação é nacional. O dissídio coletivo foi levado à Justiça pela Caixa, que pediu o reconhecimento de abusividade da greve. A categoria terá de encerrar o movimento.

Na decisão, o plano de saúde, principal impasse entre o banco e os trabalhadores, terá aumento de 4,6%. Atualmente, o empregado paga 3,5% do salário-base pelo benefício. A Caixa havia proposto elevar esse percentual para 3,7%, mas a mudança foi negada no julgamento. A empresa também propôs aumentos nos custos dos dependentes e das consultas no pronto-atendimento. Em uma das faixas etárias, o valor dos dependentes subiria de R$ 480 para R$ 560.

Relatos de trabalhadores

A aposentada Inês Freitas, 62, afirmou que os aumentos podem excluir aposentados do Saúde Caixa. “Com essa alteração, muita gente não vai conseguir ficar no Saúde Caixa”, disse. Ela também criticou a mudança na proposta de custeio apresentada pela Caixa, que teria passado de 9% para 6,5%.

A auxiliar operacional Marília Donega, 43, trabalha há 20 anos na Caixa e tem o marido e um filho de 14 anos como dependentes. Ela afirmou que seu desconto mensal é de quase R$ 1.000 e que ultrapassará esse valor com a nova proposta.

Marília também relatou ter pago mais R$ 400 por um ultrassom que não foi coberto pelo plano. A analista Nilva Marques da Silva, 61, disse ter desembolsado mais de R$ 3.000 em um procedimento nos joelhos. O serviço custou R$ 29,9 mil, e o valor pago por ela foi limitado pelo teto de coparticipação.

A analista Sueli Ogusk, 58, afirmou ter identificado cobranças duplicadas em uma fatura de tratamento realizado em 2024. Segundo ela, a contestação não foi aceita e o valor precisou ser pago. A Caixa nega falta de transparência e afirma que realiza auditorias frequentes no plano de saúde.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5