São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Bancos terão prazo para devolver saldos de apostadores de bets

Plataformas autorizadas devem enviar valores por CPF; bancos terão até 14/10 para fazer a restituição aos apostadores.

Bancos terão prazo para devolver saldos de apostadores de bets

O bloqueio de sites ilegais de apostas alcançou 11.740 endereços até esta terça-feira (6), informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também solicitou a remoção de 3.489 páginas, perfis, grupos em redes sociais e mensagerias.

A ação atingiu 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 837 canais e grupos no Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord. Segundo Durigan, essas contas e páginas alcançavam 17,2 milhões de usuários e seguidores.

Ao mesmo tempo, as plataformas de apostas que estavam autorizadas a operar deverão informar aos bancos, entre esta terça-feira e quarta-feira, o saldo individual de cada apostador, identificado por CPF. O procedimento será usado para devolver os valores aos titulares.

Restituição dos valores

Os bancos terão até 14/10 para concluir o ressarcimento. Se houver algum inconveniente para as instituições nesse prazo, a Caixa Econômica Federal fará a intermediação. A restituição está prevista para ocorrer do dia 9 até o dia 14.

Durigan afirmou que ainda havia cerca de R$ 1,3 bilhão nas plataformas autorizadas. O montante corresponde ao saldo de pelo menos 26 milhões de apostadores. Cerca de 1%, o equivalente a 200 mil pessoas, concentra 80% desse valor. Já 3,4% dos apostadores reúnem 90% do saldo.

O ministro disse que a terça-feira (6) foi o primeiro dia sem nenhuma plataforma de bets autorizada a funcionar no país. Os 188 sites e endereços que haviam sido habilitados estavam fora do ar, enquanto o governo continuava o combate às operações ilegais.

Também foram identificadas cerca de 40 contas com valores suspeitos e desproporcionais, incluindo saldos acima de R$ 500 mil. Esses casos estão sob investigação para verificar possíveis indícios de lavagem de dinheiro ou outras irregularidades, com atuação do Ministério da Justiça e da Polícia Federal.

Durigan afirmou ainda que entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões saíam por dia da poupança popular para as bets. Para ele, a devolução desses recursos faz com que o dinheiro permaneça com as famílias. O ministro defendeu que as próprias empresas de tecnologia adotem medidas para bloquear conteúdos ilegais de promoção das apostas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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