A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta sexta-feira (2), depois que dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumentaram a expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados em outubro.
O Dow Jones subiu 0,49%, o Nasdaq avançou 1,19% e o S&P 500 ganhou 0,73%. A taxa de desemprego americana passou de 4,1% para 4,2% no mês passado, enquanto a economia criou 29.000 postos de trabalho — pouco mais de um terço do previsto.
Os investidores avaliam que o relatório pode levar o banco central americano a adiar uma eventual alta dos juros para dezembro. A estimativa aparece na ferramenta CME FedWatch. Em setembro, o Federal Reserve havia apertado a política monetária pela primeira vez em três anos, com o objetivo de moderar a inflação.
O banco central busca conduzir os Estados Unidos ao pleno emprego e manter a inflação em torno de 2%. Para Christopher Low, analista da FHN Financial, o resultado é negativo para a economia, mas pode reduzir o risco de turbulências provocadas pelo Federal Reserve. Chris Osmond, da Fifth Third Wealth Advisors, afirmou que o relatório colocou em dúvida a percepção de resiliência econômica.
As ações se beneficiaram da perspectiva de uma política monetária expansionista, que favorece os lucros das empresas. A Tesla subiu 4,65%, para 370,59 dólares, após anunciar entregas de veículos acima do previsto no terceiro trimestre.
A Nike caiu 3,64%, encerrando o pregão a 33,87 dólares, depois de divulgar resultados trimestrais abaixo das expectativas e dos registrados um ano antes. A empresa prevê um novo modelo operacional, que deve incluir cortes de empregos ainda sem dimensão definida.
Seagate e Western Digital recuaram 10,21% e 10,22%, respectivamente. O movimento ocorreu após a divulgação de informações de que a Toshiba dobraria a produção e investiria mais de 380 milhões de dólares para ampliar a capacidade de suas fábricas nas Filipinas.
No mercado de dívida, o rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos chegou a 5,15% e estava em 5,27% por volta das 17h25 de Brasília. Na quinta-feira, havia alcançado 5,34%, maior nível desde 2002.







