São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Brasil convida Indonésia e Coreia do Sul para coalizão de mercados de carbono

Delegação brasileira também avançou com a China em acordo de cooperação previsto para ser assinado na COP31, em novembro, na Turquia.

Brasil convida Indonésia e Coreia do Sul para coalizão de mercados de carbono

Brasil, Indonésia e Coreia do Sul discutiram a ampliação da cooperação em mercados regulados de carbono durante reuniões bilaterais realizadas em paralelo à China Carbon Market Conference de 2026. A delegação brasileira apresentou aos dois países asiáticos um convite formal para ingressarem na Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono (OCCCM).

As conversas trataram do funcionamento dos mercados de cada país, do intercâmbio de experiências e de formas de cooperação para cumprir o Artigo 6 do Acordo de Paris. A proposta também prevê atrair investimentos para indústrias sustentáveis dos países do Sul Global.

Acordo com a China

Em reunião com Li Gao, vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Brasil e China reafirmaram o apoio mútuo à OCCCM. Os países também avançaram na elaboração de um Memorando de Entendimento (MoU) sobre cooperação em mercados de carbono. A previsão é que o documento seja assinado na COP31, em novembro, na Turquia.

A agenda bilateral decorre de compromissos firmados em junho, durante a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizada em Pequim.

Na segunda-feira (14/9), a coalizão aprovou seu plano de trabalho quinquenal e a estrutura provisória do Secretariado. A medida antecedeu a apresentação dos convites às comitivas da Indonésia e da Coreia do Sul.

Participação na conferência

Na abertura oficial do evento, na terça-feira (15/9), o Brasil apresentou em Wuhan os avanços do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, participou do painel Two Lakes Dialogue e expôs a estratégia de combinar descarbonização regulada e desenvolvimento sustentável de longo prazo.

A conferência reúne mais de 400 lideranças do governo chinês, além de convidados internacionais de governos, empresas e organismos multilaterais.

A agenda técnica do Ministério da Fazenda em Wuhan vai até 19 de setembro. Estão previstas apresentações sobre a regulação dos mercados voluntários e critérios de integridade para compensações, os chamados offsets. Nos dias 17 e 18 de setembro, a comitiva fará uma missão de estudos no China Resources Group (CRC), voltada à infraestrutura do registro central do mercado regulado de carbono e das plataformas chinesas de negociação.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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