TAIPÉ — As vendas de armas já acordadas entre os Estados Unidos e Taiwan permanecem inalteradas, afirmou nesta terça-feira (29) o ministro da Defesa taiwanês, Wellington Koo. Segundo ele, Taipé continua negociando com Washington contratos individuais, enquanto um pacote de armamentos de US$ 14 bilhões permanece suspenso.
Koo disse a jornalistas, em frente ao Yuan Legislativo, que Taiwan não recebeu comunicação sobre alterações nas vendas ou na cooperação militar. O ministro também afirmou ter recebido garantias de que a política dos Estados Unidos em relação à ilha não mudou.
A suspensão do pacote ocorreu depois de uma cúpula realizada em maio, em Pequim, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. A China tem pressionado Washington a interromper as vendas de armas para Taiwan.
O ministro informou ainda que 66 caças F-16V avançaram na produção e estão prontos para entrega. As aeronaves deveriam ter sido entregues em 2024, mas o projeto sofreu atrasos relacionados à pandemia e a problemas na linha de produção.
Pressão entre Washington e Pequim
As negociações militares são um dos pontos de tensão entre Estados Unidos e China. Pequim reivindica Taiwan como parte de seu território. Washington não reconhece formalmente a ilha como país, mas mantém uma aliança informal com Taipé e tem, por lei, o compromisso de garantir que Taiwan disponha de capacidade de defesa.
Taiwan afirma que compra armas para se proteger de uma eventual invasão chinesa. O Exército de Libertação Popular da China envia caças e navios em direção à ilha quase diariamente.
O professor Ma Chun-wei, da Universidade Tamkang, disse esperar a continuidade das vendas americanas, embora possa haver uma pausa no curto prazo. Ele afirmou que há mais duas cúpulas entre Estados Unidos e China previstas para este ano e que a questão de Taiwan pode ser deixada temporariamente de lado. Para Ma, a ilha continua sendo fundamental para a segurança, e as vendas de armas a Taiwan seguirão inevitáveis.








