As concessões de crédito livre somaram R$ 647,9 bilhões em agosto, uma queda de 0,4% em relação a julho, informou o Banco Central nesta terça-feira, 29. Sem ajuste sazonal, o volume acumulado em 12 meses registra crescimento de 11%.
As operações destinadas a pessoas físicas recuaram 2,1% no mês, para R$ 346,6 bilhões. Em 12 meses, houve avanço de 10,6%. Para empresas, as concessões aumentaram 1,7%, chegando a R$ 301,3 bilhões, com alta de 11,6% no acumulado de 12 meses.
A taxa média de juros do crédito livre subiu de 47,7% em julho para 48,5% em agosto. Em agosto de 2025, estava em 46,2%. Entre pessoas físicas, a taxa passou de 60,3% para 61,7%. Para empresas, houve queda de 25,2% para 24,2%.
No cheque especial, a taxa recuou de 137,0% para 136,4%. O juro médio do crédito pessoal sem consignação caiu de 111,0% para 110,2%. Já a taxa do crédito especial consignado aumentou de 28,4% para 29,0%. No financiamento para aquisição de veículos, passou de 26,5% para 26,4%.
Considerando o crédito total, que reúne operações livres e direcionadas, com recursos da poupança e do BNDES, a taxa média subiu de 32,1% para 32,3%. Em agosto de 2025, era de 31,9%.
O Indicador de Custo de Crédito (ICC) avançou de 24,1% para 24,2%. O índice considera o volume de juros pagos por consumidores e empresas no mês, em relação ao estoque de operações de crédito. Assim, representa a taxa média efetivamente paga nas operações contratadas anteriormente e ainda em andamento.
A inadimplência do crédito livre aumentou de 6,4% em julho para 6,6% em agosto. Entre pessoas físicas, passou de 7,8% para 8,0%; entre empresas, de 4,2% para 4,3%. No crédito direcionado, subiu de 2,9% para 3,0%. Considerando o crédito total, a taxa avançou de 4,9% para 5,0%.







