As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões entre janeiro e agosto, uma queda de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025. A retração atingiu os três grandes setores da economia, segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham Brasil com dados do Comexstat.
Na indústria extrativa, as vendas ao mercado norte-americano recuaram 28,9%. Na agropecuária, a redução foi de 26,7%. Já os embarques da indústria de transformação diminuíram 4,9%. Para os demais mercados, os resultados foram diferentes: alta de 19,6% na indústria extrativa, crescimento de 9,5% na agropecuária e avanço de 6,6% na indústria de transformação.
Entre os dez principais produtos enviados aos Estados Unidos no acumulado do ano, seis tiveram queda. As maiores baixas foram registradas nas exportações de petróleo bruto, com recuo de 31,5%, ferro-gusa, com redução de 8,1%, semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 4,3%, e celulose, que diminuiu 1,9%.
Resultado de agosto
Apesar do desempenho negativo no acumulado, o valor exportado em agosto cresceu 12,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. O aumento ocorreu enquanto a quantidade embarcada caiu 17,3%, atingindo o menor nível para um mês de agosto desde 2021.
A Câmara de Comércio norte-americana atribuiu a alta financeira principalmente ao aumento dos preços médios. Também houve crescimento em quantidade nas vendas de carne bovina, semimanufaturados de ferro ou aço, aeronaves e café.
O resultado mensal já foi influenciado pelas tarifas adicionais de 40% e 50% impostas pelos Estados Unidos a partir de agosto do ano passado. Entre os produtos atualmente submetidos às sobretaxas mais elevadas, de 25% a 37,5%, as exportações recuaram 10,5%.
Para Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, Brasil e Estados Unidos comercializaram cerca de US$ 5,2 bilhões a menos no ano. “Esse quadro reforça a importância de buscar soluções que reduzam barreiras e contribuam para fortalecer o comércio bilateral”, afirmou.








