A confiança do consumidor atingiu 84,2 pontos em setembro, com queda de 0,5 ponto em relação a agosto na série com ajuste sazonal. O resultado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) nesta quinta-feira, 24, é o menor desde novembro de 2022, quando o índice estava em 83,5 pontos. Foi também a quinta redução mensal consecutiva.
A piora ficou concentrada nas expectativas. O Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, para 85,2 pontos, o menor patamar desde maio de 2022, quando marcou 84,0 pontos. Entre os componentes desse índice, o maior recuo foi registrado nas compras previstas de bens duráveis, com baixa de 2,4 pontos, para 72,3 pontos.
A avaliação sobre a situação econômica local futura caiu 1,3 ponto, para 102 pontos. Esse foi o menor nível desde agosto de 2025, quando o indicador estava em 97,3 pontos.
Em sentido contrário, o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,2 ponto, para 84 pontos. A percepção sobre a situação financeira atual da família subiu 0,1 ponto, para 74,4 pontos, enquanto a avaliação da situação econômica local atual aumentou 0,4 ponto, para 94 pontos.
Na média móvel trimestral, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,5 ponto, para 85,7 pontos.
Avaliação da FGV/Ibre
Rodolpho Tobler, economista da FGV/Ibre, afirmou que a queda foi parcialmente compensada pela recuperação da confiança entre consumidores de renda mais baixa, principalmente na avaliação da situação financeira futura. Ele relacionou esse movimento, possivelmente, ao reajuste de valores de benefícios sociais.
Para Tobler, as condições financeiras apertadas, marcadas por alto endividamento e inadimplência, dificultam uma retomada da confiança nos próximos meses.
A sondagem do consumidor foi realizada com entrevistas entre 1º e 21 de setembro.








