O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10,012 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta terça-feira, 30. O resultado reúne governo central, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras.
Em julho, havia sido registrado superávit de R$ 1,361 bilhão. Já em agosto de 2025, o déficit foi de R$ 17,255 bilhões. O resultado de agosto foi o menor déficit para o mês desde 2021, quando houve superávit de R$ 16,728 bilhões.
O desempenho ficou abaixo de todas as estimativas da pesquisa Projeções, Broadcast, que variavam de -R$ 11,0 bilhões a -R$ 18,200 bilhões. A mediana das projeções era de déficit de R$ 14,600 bilhões.
Resultado por segmento
O governo central, formado por Tesouro Nacional, Banco Central e INSS, apresentou déficit primário de R$ 14,687 bilhões em agosto, conforme a metodologia do Banco Central. Estados e municípios, juntos, tiveram resultado positivo de R$ 2,688 bilhões. As empresas estatais registraram superávit de R$ 1,987 bilhão.
Considerados separadamente, os Estados tiveram superávit de R$ 2,135 bilhões, enquanto os municípios apresentaram saldo positivo de R$ 553 milhões.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 88,847 bilhões, equivalente a 0,99% do Produto Interno Bruto (PIB).
As contas do governo central acumulam déficit de R$ 97,087 bilhões, ou 1,08% do PIB. Os governos regionais registram superávit de R$ 16,247 bilhões, equivalente a 0,18% do PIB. As empresas estatais acumulam déficit de R$ 8,007 bilhões, ou 0,09% do PIB.
No mesmo período, os Estados tiveram superávit de R$ 7,120 bilhões, correspondente a 0,08% do PIB. Os municípios registraram saldo positivo de R$ 9,127 bilhões, equivalente a 0,10% do PIB.








