São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Projeções de inflação do Copom sobem para 2026 e 2027

Ata mantém corte de 0,25 ponto percentual e afirma que incertezas exigem cautela na condução da política monetária.

Projeções de inflação do Copom sobem para 2026 e 2027

O Banco Central elevou as projeções oficiais de inflação para o fim de 2026 e de 2027, conforme a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (22). A estimativa passou de 5,1% para 5,2% em 2026 e de 3,8% para 3,9% em 2027, ambas acima ou próximas dos parâmetros da meta.

A ata também detalhou a decisão da semana passada de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 13,75% para 14% ao ano. Desde o início do ciclo de cortes, em março, o Banco Central afirma que tem adotado essa intensidade diante das incertezas sobre o cenário econômico, que incluem a guerra no Oriente Médio, o El Niño e dúvidas sobre a velocidade de desaceleração da atividade.

A meta de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. No horizonte atualmente usado pelo Banco Central para avaliar a convergência à meta, a projeção foi mantida em 3,2% entre as reuniões de agosto e setembro do Copom.

Incerteza e próximos passos

O comunicado divulgado após a reunião não indicou o que deverá ocorrer nos próximos encontros. O Copom afirmou que o cenário tem aumento significativo da incerteza, expectativas desancoradas e riscos elevados em torno do cenário-base. O próximo encontro está marcado para os dias 3 e 4 de novembro.

As projeções foram calculadas com base na trajetória da Selic extraída do Boletim Focus, que aponta taxa de 13,75% no fim de 2026 e de 12% no encerramento de 2027. Para a projeção de 3,2% do IPCA no primeiro trimestre de 2028, foi considerada uma Selic de 13,75% no fim deste ano. O cálculo também usou uma taxa de câmbio inicial de R$ 5,15, com evolução conforme a paridade do poder de compra.

Após o IPCA de agosto, que registrou -0,32%, o Banco Central informou que a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram nas divulgações mais recentes e retornaram ao intervalo da meta, embora ainda permaneçam acima de 3,0%. No Boletim Focus, a mediana para o fim de 2026 é de 4,9%, ante 5,0% na reunião anterior. Para 2027, a previsão passou de 4,2% para 4,3%.

Na avaliação da atividade, o Banco Central afirmou que os indicadores divulgados desde a reunião anterior mostram uma moderação gradual da economia. O PIB do segundo trimestre cresceu 0,5%, com setores cíclicos mais fracos. A instituição manteve ainda o acompanhamento dos efeitos da política fiscal doméstica sobre a política monetária e os ativos financeiros, além da análise sobre o ambiente externo e o início do processo de alta de juros nos EUA.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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