São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Copom diz que inflação ainda exige política monetária restritiva

Ata do Banco Central registra riscos de alta para os preços e afirma que a Selic será ajustada conforme a evolução do cenário.

Copom diz que inflação ainda exige política monetária restritiva

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a inflação continua pressionada pela demanda, apesar de a política monetária contribuir para o processo de desinflação. A avaliação consta na ata da reunião de setembro, publicada nesta terça-feira (22).

O documento registra que os efeitos da política monetária contracionista sobre a atividade econômica vêm sendo percebidos gradualmente. Para o colegiado, esse cenário exige a manutenção de uma política monetária restritiva.

Na reunião encerrada na última quarta-feira, 16, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75%. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros.

Riscos para os preços

O Banco Central informou que os choques de oferta têm influenciado de forma relevante a trajetória recente da inflação e suas projeções. O Copom disse que não deve reagir aos efeitos primários desses choques, mas que precisa acompanhar possíveis efeitos de segunda ordem.

O colegiado afirmou que poderá agir caso esses efeitos se confirmem. Na ata, declarou que é necessário monitorá-los “com atenção” e reagir com firmeza se eles se materializarem.

O comitê também reiterou que os níveis de incerteza estão historicamente elevados e que há riscos assimétricos de alta para os preços. Por isso, a magnitude do ciclo de calibração será definida conforme a evolução do cenário, com o objetivo de manter o grau de restrição necessário para assegurar a convergência da inflação à meta.

A ata foi divulgada nesta terça-feira, 22, após a decisão do Copom sobre a taxa básica de juros.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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