São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Copom mantém projeção de inflação em 3,2% para o início de 2028

Comitê reduziu a Selic para 13,75% ao ano e afirmou que a trajetória prevista no Focus não leva a inflação à meta no período.

Copom mantém projeção de inflação em 3,2% para o início de 2028

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve em 3,2% a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no primeiro trimestre de 2028, período considerado o horizonte relevante da política monetária. A estimativa, baseada no cenário de referência, está 0,2 ponto porcentual acima do centro da meta, de 3%.

A projeção considera a trajetória da Selic embutida no relatório Focus. Para o Copom, esse caminho é insuficiente para levar a inflação ao centro da meta ao longo dos seis trimestres analisados pelo Banco Central.

Na reunião desta quarta-feira (16), o comitê reduziu a taxa básica de juros de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e coincidiu com a expectativa de 75 das 78 casas consultadas pelo Projeções Broadcast.

As medianas do Focus indicam Selic de 13,75% no fim deste ano, 12,0% no fim de 2027 e 10,50% no fim de 2028. O Copom afirmou que a decisão é compatível com a convergência da inflação para perto da meta no horizonte relevante e que o tamanho total do ciclo de ajustes dependerá de novas informações sobre os riscos relacionados à evolução dos preços.

Desde a reunião realizada em agosto, a mediana do Focus para o IPCA de 2026 caiu de 5,03% para 4,90%. A previsão para 2027 subiu de 4,22% para 4,30%, enquanto a de 2028 permaneceu em 3,80%. Todas ficaram acima do centro da meta de 3,0%. No mesmo período, o câmbio usado nas projeções passou de R$ 5,10 para R$ 5,15.

O Copom elevou sua projeção para o IPCA de 2026 de 5,1% para 5,2% e, para 2027, de 3,8% para 3,9%. Para o primeiro trimestre de 2028, a estimativa de inflação de preços livres passou de 3,1% para 3,2%. A projeção para preços administrados em 2026 subiu de 4,9% para 5,3%; para 2027, ficou em 3,5%; e, para o primeiro trimestre de 2028, caiu de 3,5% para 3,2%.

Os cálculos consideram o câmbio pela paridade do poder de compra, a Selic prevista no Focus e o petróleo seguindo a curva futura por aproximadamente seis meses, com alta de 2% ao ano depois desse período.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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