São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Prejuízo dos Correios chega a R$ 5,55 bilhões no semestre, e estatal busca novo crédito

Empresa negocia financiamento de R$ 7 bilhões com bancos privados, condicionado à garantia do Tesouro Nacional.

Prejuízo dos Correios chega a R$ 5,55 bilhões no semestre, e estatal busca novo crédito

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. O resultado representa alta de 30,36% em relação à perda de R$ 4,26 bilhões registrada no mesmo período de 2025. Em meio ao desempenho negativo, a estatal negocia um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados.

A operação ainda precisa do aval do Tesouro Nacional, que deverá atuar como fiador. Os Correios confirmaram que as tratativas estão em curso, mas informaram que as condições financeiras ainda não podem ser detalhadas. A empresa disse que divulgará as informações oficiais depois que as negociações forem concluídas.

No segundo trimestre, a companhia teve prejuízo de R$ 2,39 bilhões. O valor foi 5,5% menor que o resultado negativo de R$ 2,53 bilhões no mesmo intervalo de 2025. Na comparação com os três primeiros meses de 2026, quando a perda chegou a R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.

A estatal afirmou que a redução das receitas, as despesas financeiras e as contingências judiciais continuam afetando o desempenho. Segundo a empresa, as medidas de recuperação de receitas, eficiência operacional e modernização do modelo de negócios são necessárias para manter os serviços prestados em todo o País.

Medidas para reforçar o caixa

Em dezembro de 2025, os Correios contrataram R$ 12 bilhões com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Esse financiamento também teve garantia do Tesouro Nacional e foi destinado ao plano de recuperação da empresa. Além disso, o governo federal reservou R$ 6 bilhões no Orçamento de 2027 para um aporte na estatal.

A empresa também abriu um novo plano de desligamento voluntário neste ano. Os empregados que aderirem poderão receber de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, em parcela única e sem incidência de impostos. Desde 2017, foram lançados três programas desse tipo, com adesão de 7.254 funcionários.

Outra frente é a venda de imóveis. Mais de 30 unidades foram alienadas nos últimos meses, gerando R$ 387 milhões. A meta para o acumulado do ano é alcançar R$ 1,5 bilhão. Do valor já obtido, R$ 207 milhões vieram de leilões e R$ 180 milhões de vendas diretas ao setor público.

Os Correios têm 2,3 mil imóveis no País, incluindo terrenos, pontos comerciais e prédios históricos. Parte dessas propriedades estava sem uso ou em situação deteriorada.

Em 2025, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, ante resultado negativo de R$ 2,6 bilhões em 2024. Especialistas veem o plano de recuperação com desconfiança diante da concorrência de empresas estrangeiras no comércio digital e nas entregas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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