Os Correios informaram que reforçaram as atividades operacionais durante a greve dos funcionários, iniciada na quinta-feira à noite. A estatal disse que a rede de atendimento permanece aberta e que adotou medidas para reduzir possíveis impactos da paralisação.
Entre as ações estão a mobilização de empregados administrativos, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Para situações específicas, os clientes podem procurar a empresa pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou pelos canais digitais de atendimento.
Ao mesmo tempo, a direção dos Correios apresentou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) um pedido de dissídio coletivo. A empresa quer que a greve seja declarada abusiva e que a continuidade dos serviços seja determinada com urgência.
A paralisação ocorreu após a falta de acordo sobre o reajuste salarial. O TST já tentava mediar as negociações, mas não houve entendimento. Com isso, caberá à corte arbitrar o aumento dos salários e as cláusulas sociais reivindicadas pelos trabalhadores.
Representantes do movimento sindical afirmam que houve avanço na proposta de reajuste de 4,35%, com aplicação a partir de agosto deste ano. Segundo eles, porém, ainda há impasse sobre outras reivindicações, principalmente o plano de saúde.
A paralisação ocorre durante negociações dos Correios com um grupo de bancos para obter um empréstimo de R$ 7 bilhões. O recurso integra o processo de reestruturação da estatal e deve contar com garantia do Tesouro Nacional. A direção teme que a greve afete a qualidade do serviço e os planos da empresa.
Em nota, os Correios disseram que enfrentam uma situação econômico-financeira desafiadora e que mantêm o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.







