São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Crédito no Nordeste cresce acima da média nacional em junho de 2026

Carteira regional chegou a R$ 1,05 trilhão, com alta de 11,5% em 12 meses, segundo estudo do Etene e do Banco do Nordeste.

Crédito no Nordeste cresce acima da média nacional em junho de 2026

A carteira de crédito do Nordeste alcançou R$ 1,05 trilhão em junho de 2026, após crescer 11,5% nos 12 meses anteriores. O avanço superou o registrado no Brasil, de 9,7%, segundo estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.

No primeiro semestre, o crédito regional aumentou 4,2%, ante 3,0% no país. Com esse resultado, o Nordeste apresentou a maior expansão entre as regiões brasileiras. O levantamento está disponível no portal bnb.gov.br/etene.

Allisson David de Oliveira Martins, gerente do Etene e autor do estudo, afirmou que a região mantém, desde 2021, desempenho superior à média brasileira no mercado de crédito. Para ele, o movimento ajuda a explicar parte do desempenho econômico regional, ao ampliar a capacidade de empresas e famílias de investir, produzir e consumir.

O estudo também relaciona a expansão do crédito ao crescimento da atividade econômica regional, à evolução do mercado de trabalho e ao aumento da renda das famílias. Martins avaliou, porém, que o cenário de juros ainda elevados pode provocar uma desaceleração gradual nos próximos meses. Ainda assim, a expectativa apresentada por ele é de manutenção de um ritmo de crescimento do crédito acima da média brasileira.

Estados com maior expansão

O Nordeste ficou à frente do Norte, que cresceu 10,6%; do Sudeste, com 9,5%; do Sul, com 9,2%; e do Centro-Oeste, com 6,7%.

Entre os estados, o Ceará liderou a região, com alta de 15,8% no saldo das operações de crédito nos 12 meses encerrados em junho de 2026. Depois vieram Paraíba, com 13,7%, e Sergipe, com 12,7%. Dos 11 estados atendidos pelo Banco do Nordeste, oito cresceram acima da média nacional.

Bahia, Ceará e Pernambuco concentraram 59,4% da carteira regional. A Bahia registrou saldo de R$ 287,8 bilhões, seguida pelo Ceará, com R$ 169,6 bilhões, e por Pernambuco, com R$ 167,3 bilhões.

O crescimento foi de 11,5% tanto entre pessoas físicas quanto entre empresas. No segmento empresarial, os maiores avanços ocorreram em Sergipe, com 23,6%; no Ceará, com 20,9%; e na Paraíba, com 18,0%.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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