As decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos serão o principal foco do mercado financeiro em 16 de setembro, na chamada “Superquarta”. As expectativas são opostas nos dois países.
No Brasil, a previsão predominante é de redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Se confirmada, a taxa básica passará de 14% para 13,75% ao ano. O Banco Central deve anunciar a decisão por volta das 18h30, depois do encerramento dos negócios na bolsa.
Nos Estados Unidos, a projeção indicada pela ferramenta FedWatch, do CME Group, é de aumento de 0,25 ponto percentual. Segundo o levantamento, 86,5% dos analistas esperam a alta, que levaria os juros do intervalo entre 3,5% e 3,75% para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
A agenda brasileira começa nesta segunda-feira (14), com a divulgação do Relatório Focus. O documento reúne estimativas de analistas para inflação, Produto Interno Bruto (PIB) e juros.
Na terça-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta os dados de julho sobre o volume de vendas do comércio e as projeções atualizadas para a safra agrícola. O órgão também divulga números trimestrais de abates de animais e da produção de leite, couro e ovos.
Na quarta-feira, o Banco Central publica o IBC-Br referente a julho, além de anunciar a decisão sobre a Selic. O indicador é considerado uma prévia do desempenho do PIB e será o primeiro dado divulgado depois da desaceleração da economia no segundo trimestre.
No exterior, a China apresenta nesta segunda-feira informações de agosto sobre desemprego, vendas no varejo e produção industrial. Na zona do euro, a balança comercial será divulgada na terça-feira, enquanto o índice de inflação ao consumidor está previsto para quinta-feira (17). No Reino Unido, a decisão sobre os juros também deve ocorrer na quinta-feira. A semana inclui ainda os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos.








