SÃO PAULO — O dólar encerrou a segunda-feira, 14, cotado a R$ 5,1479, com alta de 0,44% ante o real. A moeda chegou a superar R$ 5,18 pela manhã, quando atingiu R$ 5,1830, mas perdeu força ao longo da tarde com a redução do avanço do petróleo.
O Ibovespa acompanhou o ambiente de maior cautela e caiu 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice chegou a tocar 183 mil pontos na mínima e alcançou 187 mil na máxima. O giro financeiro foi de R$ 17 bilhões, enquanto o desempenho acumulado no mês permaneceu positivo em 4,56%.
O petróleo Brent para novembro fechou a US$ 105,68 por barril, em alta de 1,02%, depois de alcançar US$ 109,80 durante a manhã. O movimento foi influenciado por ataques ao oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, uma rota alternativa para o Estreito de Ormuz. A manutenção da commodity acima de US$ 100 renovou as preocupações com a inflação global.
A sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que estaria disposto a negociar um acordo com o Irã ajudou a reduzir a pressão sobre os mercados. Trump também afirmou que Ucrânia e Rússia teriam concordado em suspender ataques à infraestrutura energética dos dois países. O Irã, porém, refutou o comentário sobre as negociações.
As preocupações com o desenvolvimento da inteligência artificial também afetaram ativos de risco. Declarações de Sam Altman, CEO da OpenAI, e de Elon Musk, dono da SpaceXAI, sobre os riscos do avanço acelerado da tecnologia e a necessidade de reforçar a segurança dos modelos aumentaram a cautela dos investidores. Uma eventual desaceleração do setor poderia afetar as perspectivas de empresas que atraíram capital para o mercado americano.
No Brasil, os juros futuros terminaram em alta, pressionados pelo petróleo e por incertezas políticas. O mercado acompanha a sessão extraordinária de terça-feira, 15, do Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também estão no radar novos desdobramentos do caso Master.
O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 passou de 13,583% para 13,585%. O DI para janeiro de 2029 subiu de 13,843% para 13,915%, e o contrato para janeiro de 2031 avançou de 14,051% para 14,140%.
As apostas estão concentradas em um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic na reunião de quarta-feira, 16, para 13,75% ao ano. Para novembro, a curva indicava 40% de chance de nova redução e 60% de manutenção. A Selic terminal de 2026 estava precificada em 13,57%.
No mercado eleitoral, a pesquisa Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 40% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento BTG/Nexus apontou vantagem de Lula, por 47% a 46%, em cenário de empate técnico.







