São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Emprego cresce, mas inflação mantém orçamento das famílias sob pressão

Dados do IBGE mostram queda do desemprego, enquanto despesas essenciais e perda salarial dificultam a reorganização financeira.

Emprego cresce, mas inflação mantém orçamento das famílias sob pressão

A queda do desemprego não eliminou a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. A taxa recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho, enquanto o número de pessoas ocupadas passou de 103,1 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cenário de recuperação do emprego convive com inflação, despesas acumuladas durante o período sem trabalho e novos compromissos financeiros. Esses fatores podem reduzir o poder de compra mesmo quando a renda volta a entrar no orçamento.

O ganho salarial dos brasileiros recuou 1,5%, e o rendimento real médio ficou em R$3.738, conforme o levantamento do IBGE. A chegada de uma nova renda, portanto, não significa necessariamente maior capacidade de consumo, especialmente quando há gastos anteriores a quitar.

Para Thiago Azevedo, gerente de negócios e especialista em investimento da Sicredi Recife, quem retorna ao mercado de trabalho deve redobrar os cuidados para não se endividar. Ele afirmou que o emprego tende a estimular o consumo, mas que também é necessário definir como a nova renda será distribuída.

As despesas essenciais representam, em média, 57% do orçamento no Brasil, de acordo com levantamento do Serasa. Com preços elevados, parte das famílias precisa dividir a renda entre necessidades básicas, dívidas e outros compromissos.

Organização financeira

Azevedo recomenda acompanhar detalhadamente os gastos mensais, incluindo faturas de cartões, boletos e contas. Esse controle permite antecipar compras, monitorar entradas e saídas e reservar valores para cada despesa.

O especialista também defende incluir na rotina uma avaliação do comportamento de consumo, a formação de uma poupança e investimentos. Para ele, investir pode ajudar a formar uma reserva para imprevistos, proteger o patrimônio contra a inflação e financiar objetivos futuros, como imóvel, educação dos filhos, aposentadoria ou viagens.

O 9º Raio X do investidor brasileiro, elaborado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), aponta que cerca de 36% dos adultos do país declararam fazer algum tipo de investimento. Esse grupo corresponde a 60 milhões de pessoas. Já o número de não investidores chega a 107,7 milhões.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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