São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Entidades liberais defendem continuidade das bets regulamentadas no Brasil

Organizações afirmam que o encerramento do mercado ameaça a segurança jurídica e pode favorecer sites ilegais.

Entidades liberais defendem continuidade das bets regulamentadas no Brasil
Foto: bets/casa de apostas/jogo do bicho

Entidades que defendem a livre iniciativa divulgaram um manifesto contra o encerramento do mercado de apostas esportivas no Brasil. A reação ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que o governo pretende acabar com esse modelo de negócio.

As organizações afirmam que as empresas do setor foram submetidas, durante o atual mandato, a regras da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Também dizem que as operadoras pagaram R$ 30 milhões para obter autorização de funcionamento por cinco anos.

O documento é assinado pelo Instituto Livre Mercado, Instituto Liberdade, Ranking dos Políticos, Clube Farroupilha, Lola Brasil, Atlantos e Juventude Libertária de Sergipe. Para as entidades, a regulamentação reconheceu a existência da procura por apostas e criou mecanismos de proteção e fiscalização.

“Em vez de fingir que a demanda por apostas não existe, o Estado optou por reconhecê-la e, com isso, submetê-la a regras, mecanismos de proteção e instrumentos de fiscalização”, afirmam os signatários.

As organizações dizem que o governo ameaça, por ato unilateral, uma política pública que consideram amadurecida ao anunciar o fim das bets em período eleitoral. Na avaliação apresentada no manifesto, a mudança pode comprometer a segurança jurídica e ampliar o espaço para sites ilegais.

O grupo também afirma que a medida restringe a liberdade de escolha dos cidadãos e classifica a decisão como paternalista. Para as entidades, a proteção aos apostadores deveria ocorrer por meio de regras claras, fiscalização e informação, e não pela proibição da atividade.

“Proibições que empurram o cidadão para a clandestinidade não cumprem esse papel – apenas o transferem para fora do alcance do Estado”, dizem as instituições. O manifesto ainda critica a ideia de tratar todo apostador como alguém que precisa ser impedido de agir para seu próprio bem, distinguindo política de saúde de tutela individual.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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